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Cuiaba - MT / 16 de julho de 2026 - 16:56

Zelenski demite ministro da Defesa e gera protestos na Ucrânia

Protestos raros eclodiram na Ucrânia na quinta-feira (16) contra a demissão do ministro da Defesa, Mikhailo Fedorov, retirado do cargo pelo presidente Volodimir Zelenski.

Ao mesmo tempo, o Parlamento do país elegeu o executivo do setor de energia Serguei Koretski como novo primeiro-ministro do país.

A reforma ministerial alimentou a raiva pública por sua exclusão de Fedorov, um especialista em tecnologia de 35 anos que buscava transformar o exército ucraniano, em desvantagem numérica, em uma força de combate mais eficiente para enfrentar a Rússia.

Centenas de pessoas foram às ruas na capital, Kiev, e em outras cidades ucranianas para exigir sua recondução ao cargo, e um comandante sênior da guerra aérea de Kiev renunciou.

Na tarde desta quinta, Zelenski nomeou o chefe interino do Serviço de Segurança, Yevhen Khmara, como ministro interino da Defesa e pediu ao Parlamento que confirme sua nomeação.

Falando a repórteres em Kiev, o ex-ministro disse que recusou uma oferta de Zelenski para servir como assessor. Em um ataque contundente ao chefe militar Oleksandr Sirskii, Fedorov acusou o general de bloquear iniciativas do ministério e de não abordar diretamente os problemas.

“Em vez de descobrir como derrotar a Rússia… ele descobriu como dividir o país”, disse.

Sirskii, 60, está no cargo desde o início de 2024, mas tem enfrentado críticas por um estilo de comando rígido que, segundo alguns militares, resulta em altas perdas de tropas. Ele respondeu afirmando que é preciso focar “na estratégia de guerra”, em publicação nas redes sociais.

O Estado-Maior da Ucrânia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

“O presidente não deve tomar partido nesse tipo de situação durante um tempo de guerra”, disse Zelenski sobre a disputa de Fedorov com Sirskii. “Eu gostaria muito de unidade. Os lados não a encontraram.”

O Parlamento votou para nomear o vice-ministro da Economia, Taras Vissotski, como novo ministro da Agricultura, e Vsevolod Chentsov como vice-primeiro-ministro para Integração Europeia, enquanto Serhii Marchenko manteve seu cargo de ministro das Finanças.

A Ucrânia está em sua melhor posição no campo de batalha desde o final de 2022, atacando o setor petrolífero e a logística militar da Rússia em ataques com drones e mísseis que enfraqueceram a máquina de guerra de Moscou.

Mas as forças de Kiev ainda enfrentam avanços russos desgastantes no leste em meio a uma escassez crítica de tropas terrestres, além da falta de defesas aéreas enquanto Moscou intensifica ataques com mísseis balísticos.

“Em momentos difíceis, Zelenski se comporta como um herói”, escreveu Vitalii Sitch, editor-chefe do veículo ucraniano NV. “Mas não devemos esquecer que momentos difíceis são frequentemente causados por suas decisões idiotas.”

Pavlo Ielizarov, vice-comandante da força aérea da Ucrânia e líder-chave na guerra de drones, disse que estava renunciando em resposta à demissão de Fedorov — chamando-a de “um grande mal” para a defesa da Ucrânia.

Um porta-voz do presidente russo Vladimir Putin disse a repórteres que o Kremlin estava monitorando a reforma ministerial.

Em Kiev, mais de 1.000 manifestantes se reuniram em frente ao gabinete de Zelenski aos gritos de “Vergonha!” e carregando cartazes com frases como “Por quê?” e “Os russos estão comemorando”.

A cena lembrava os grandes protestos de julho passado, quando um clamor público forçou Zelenski a reverter uma medida impopular que retirava a independência das agências anticorrupção.

“Somos a favor de uma melhoria —não de um retrocesso”, disse um manifestante que se identificou como Ali, que descreveu Fedorov como um gestor eficaz e moderno.

“Vemos resultados, vemos progresso claro em nossa luta pela liberdade.”

Outros manifestantes exigiram que Zelenski demitisse Sirskii em vez disso. Antes da votação de quinta-feira no parlamento, o apoio a Fedorov havia chegado em massa de figuras públicas proeminentes e militares.

Fedorov, que havia servido anteriormente como o primeiro ministro de transformação digital da Ucrânia, foi creditado por cortar a burocracia, impulsionar a guerra de drones e buscar uma estratégia baseada em dados para exaurir as forças russas.

Mas apoiadores dizem que suas tentativas de limpar as aquisições de defesa irritaram partes do establishment. Ele também foi criticado por não cumprir rapidamente sua promessa de reformar o recrutamento.

Zelenski anunciou sua última reforma ministerial para choque generalizado no domingo, argumentando que o governo e as agências de aplicação da lei precisavam de “renovação”.

Koretski, em uma publicação no X, disse que a principal tarefa de seu governo seria “equipar totalmente” o exército com uma variedade de drones, ampliar o setor de defesa da Ucrânia, além de se preparar para mais um inverno de ataques russos à rede elétrica.

noticia por : UOL

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Cuiaba - MT / 16 de julho de 2026 - 16:56

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