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Cuiaba - MT / 16 de julho de 2026 - 1:00

Professor denuncia agressão homofóbica em estação de metrô de SP

O professor e criador de conteúdo Ricardo Akira Matsufuji, 29, afirma ter sido vítima de uma agressão com motivação homofóbica dentro da linha 5-lilás do metrô de São Paulo.

Segundo relato publicado por ele nas redes sociais, o ataque ocorreu na manhã de sábado (11), por volta das 7h45, quando um homem teria se aproximado pelas costas, desferido socos contra seu rosto e cabeça e feito ofensas relacionadas à sua orientação sexual.

O caso foi registrado inicialmente como lesão corporal e é investigado pela Polícia Civil.

Por meio de nota, a ViaMobilidade, que gere a linha, lamentou o ocorrido e disse repudiar qualquer ato de violência, discriminação ou intolerância.

A empresa afirmou que, após ser informada sobre a situação, o operador solicitou a retenção do trem na estação Eucaliptos para atendimento das equipes de segurança e assistência.

De acordo com a ViaMobilidade, um dos passageiros apresentava escoriações no rosto, recebeu os primeiros socorros e foi encaminhado à UPA Vila Mariana e ao 27º Distrito Policial para registro da ocorrência.

Em vídeo publicado no Instagram, Matsufuji afirmou que decidiu relatar o episódio não apenas para contar o que aconteceu, mas também para chamar atenção para a importância do apoio às vítimas de violência durante o processo de busca por justiça.

“A violência não termina quando a agressão acaba”, escreveu o professor na legenda que acompanha a publicação. Segundo ele, ainda busca representação jurídica para acompanhar as medidas legais e pediu ajuda de profissionais ou organizações que atuem nessa área.

No relato, Matsufuji afirma que não reagiu aos golpes e permaneceu desorientado após a agressão. A reportagem procurou Ricardo Akira Matsufuji por mensagem nas redes sociais, mas não obteve resposta.

Segundo informações apresentadas pelo deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL) em um pedido de providências encaminhado às autoridades, a agressão provocou sangramento nasal, hematomas e outras lesões na face.

O texto afirma ainda que, após a persistência das dores, Matsufuji passou por novo atendimento médico, quando teria sido constatada uma perfuração no tímpano —lesão que, segundo o deputado, não teria sido identificada no primeiro exame de corpo de delito.

Cortez também afirma que o registro inicial da ocorrência apresentou inconsistências. Segundo o deputado, o boletim teria sido feito apenas como lesão corporal, sem a indicação da suposta motivação homofóbica.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) informou que o caso foi registrado pelo 27º Distrito Policial (Campo Belo) como lesão corporal e encaminhado à Delegacia do Metropolitano.

Conforme a pasta, foram solicitados exames periciais às partes envolvidas e a autoridade policial está à disposição da vítima para colher novas informações que possam auxiliar no esclarecimento dos fatos.

A SSP afirmou ainda que, durante a apuração, caso sejam reunidos novos elementos, a natureza da ocorrência poderá ser alterada, sem prejuízo das investigações em andamento.

A concessionária disse que permanece à disposição das autoridades para colaborar com a apuração dos fatos e afirmou que suas equipes são treinadas para acolher vítimas e prestar suporte em casos de violência.

O deputado solicitou o encaminhamento do caso à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e pediu a retificação do boletim de ocorrência para que a possível motivação homofóbica seja considerada na investigação.

noticia por : UOL

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