Um novo relatório da ONG Monitor, apresentado nos últimos dias pelo ex-conselheiro britânico para o combate ao extremismo, Lord Walney, revela que uma rede de doadores estrangeiros, entidades beneficentes e grupos de ativistas contribuiu para financiar organizações e manifestações pró-Palestina em toda a Grã-Bretanha.
O documento trata especificamente dos amplos protestos iniciados a partir de 7 de outubro de 2023 que tinham o objetivo de desestabilizar o Reino Unido, exacerbando a polarização política e social, levando a um aumento exponencial de atos de incitação ao ódio, discriminação e violência, em particular contra a comunidade judaica do país. Mas o relatório também é representativo de como toda a galáxia “Pró-Palestina” se alimentou e organizou nos países ocidentais.
Os protestos tinham sido amplamente apresentados pela “mídia liberal” como espontâneos e de base, na realidade este relatório levanta o véu de hipocrisia e ironiza o “segredo de Polichinelo” no qual muitos haviam caído: os movimentos “Pró-Palestina” e ONGs pacifistas eram e ainda hoje são organizados profissionalmente e fazem parte de uma rede de ativistas globais bem promovida, financiada e coordenada por filantropos liberais internacionais. O documento expõe um mapeamento estruturado de 40 protestos importantes e campanhas de mobilização sucessivas ao 7 de outubro no Reino Unido, detalhando as organizações e os indivíduos identificados como atores recorrentes na coordenação, na promoção, no financiamento e nas atividades correlatas.
Entre os resultados mais impressionantes que emergem dos fatos comprovados na pesquisa, deve-se destacar que pelo menos 11 das 40 organizações têm ligações com organizações extremistas e/ou têm funcionários que se reuniram ou colaboraram com atores extremistas, incluindo o regime iraniano e o seu “Corpo de Guardas da Revolução” (Pasdaran), “Hamas”, “Hezbollah”, a “Frente Popular para a Libertação da Palestina” (FPLP) e a “Irmandade Muçulmana”. Além disso, existe uma sobreposição significativa de cargos de liderança entre os seis principais grupos de coordenação dos protestos e violências. Por exemplo, o ex-líder dos Trabalhistas Jeremy Corbyn ocupa o cargo de vice-presidente da “Campaign for Nuclear Disarmament”, vice-presidente da “Stop the War Coalition” e é patrono da “Palestine Solidarity Campaign”. Organizações que se apresentam como neutras e beneficentes como “Amnesty International UK”, na realidade estão promovendo uma agenda de ativismo anti-israelense que treina centenas de jovens britânicos sobre os direitos de protesto, sobre o envolvimento da mídia e sobre as estratégias de campanha, bem como também a “Friends of Al-Aqsa” que foca na mobilização dos jovens para que «se ativem pela Palestina».
O relatório também documenta como milhões de libras estão fluindo para a rede de protestos pós-7 de outubro no Reino Unido por meio de inscrições e doações, incluindo redes de financiamento transnacionais que envolvem indivíduos, fundações, organizações político-religiosas extremistas, criptomoedas e plataformas de ativistas globais. No entanto, devido ao sigilo que cerca grande parte da rede, não é possível identificar integralmente as fontes e os valores de dinheiro fornecidos a essas organizações, nem as somas totais gastas nas manifestações são conhecidas pelo público.
Dezenove das organizações recebem financiamento do governo do Reino Unido, pelo menos 11 recebem financiamento público de países como Estados Unidos, Bélgica, Comissão Europeia, Irlanda, Noruega, Escócia, Suécia e Suíça, e quase todas recebem financiamento direto e indireto de fundações “liberal-progressistas” norte-americanas e grupos ativistas de extrema-esquerda, como a “Open Society Foundation”, “Action Network”, “Cultures of Resistance” e o “Rockefeller Brothers Fund” que estão fornecendo financiamento significativo e suporte organizacional e facilitando as doações.
O que ganham os poderosos filantropos liberal-socialistas com o caos e a instabilidade nos países ocidentais? Muito simples: mais caos é para eles um caminho para facilitar a especulação e o ganho de dinheiro e influência. O relatório publica em seguida uma série de recomendações pontuais e precisas sobre a necessidade para o governo do Reino Unido que valem para qualquer país europeu, incluindo a Itália. Fortalecer a transparência e as restrições aos financiamentos estrangeiros para as ONGs e para as redes de advocacy nacionais, adotar “novas abordagens em relação às organizações que mantêm relações com redes extremistas, tornar mais rigorosos os requisitos de prestação de contas sobre as fontes de financiamento, aumentar a fiscalização das estruturas organizacionais híbridas, definir com maior clareza a distinção entre a atividade humanitária e a de mobilização política contínua. Instituir um sistema de monitoramento, diretrizes e regulamentação em matéria de financiamentos via criptomoedas e iniciar investigações formais governamentais e parlamentares sobre o financiamento e a coordenação do ecossistema de protestos”.
Na Itália, o governo Meloni desfruta de ampla maioria nas duas casas do Parlamento. Ao multiplicar ao extremo os seus “decretos de segurança”, a gestão italiana precisa lembrar-se de apertar as rédeas e combater essas formas de influência estrangeira e tentativas de desestabilização democrática — as quais extremistas islâmicos e filantropos liberal-socialistas buscam promover conjuntamente em muitos países do Ocidente. Antes que seja tarde demais.
© 2026 La Nuova Bussola Quotidiana. Publicado com permissão. Original em italiano: La rete dei finanziamenti delle violenze pro-Pal svelata a Londra.
noticia por : Gazeta do Povo






