Reações e pano de fundo
Helen Clark, ex-primeira-ministra da Nova Zelândia e copresidente de um painel independente sobre preparação e resposta a pandemias, criticou o impasse. “É decepcionante que a reunião de alto nível não tenha sido convidada a endossar a declaração política que havia sido negociada pelos Estados-membros. Concordar em colaborar para prevenir, se preparar e responder a pandemias não deveria ser controverso”, disse.
Para Peter Maybarduk, diretor de acesso a medicamentos do grupo de advocacy Public Citizen, a posição dos EUA prejudica até os próprios americanos. “Bloquear uma cooperação reforçada contra pandemias é um erro óbvio, míope e não forçado. A Casa Branca adora falar em fazer outros países cumprirem sua parte, mas está perdendo a chance de ajudar isso a acontecer aqui, só para servir a uma ideologia míope”, afirmou.
Diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus minimizou o fato de o texto ir a voto em outra data. “É a democracia em ação”, disse em entrevista coletiva.
Discussão ocorre em meio a negociações mais amplas sobre um tratado de pandemias na OMS, que não inclui mais os EUA. Helen Clark cobrou avanço nas tratativas: “Um caminho deve ser encontrado através do atual impasse nas negociações”, afirmou.
Países também citaram fatores ambientais e climáticos como risco crescente para novas emergências sanitárias. “Mudança climática, pressão sobre o uso da terra e o movimento de pessoas e animais estão empurrando patógenos através de barreiras entre espécies com mais e mais frequência”, disse o primeiro-ministro de Ruanda, Justin Nsengiyumva.
noticia por : UOL






