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Desigualdade de licença parental entre homens e mulheres prejudica famílias

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Desigualdade de licença parental entre homens e mulheres prejudica famílias

A disparidade verificada nas licenças parentais não prejudica apenas as mães, mas também as crianças e os pais, revela uma nova nota técnica da ONU Mulheres e do Banco Mundial.

As políticas públicas e corporativas continuam oferecendo uma licença remunerada mais longa às mães do que aos pais, o que contribui para a distribuição desigual das responsabilidades de cuidado e limita os benefícios para a estrutura familiar, para as crianças e para a economia doméstica.

Período de licença remunerada superior

A análise destaca que, em 190 economias, quase um terço, ou 61 países, não atinge o padrão mínimo de 14 semanas estabelecido pela Organização Internacional do Trabalho, OIT, para a licença remunerada das mães.

Pelo menos seis nações ainda não têm qualquer plano de licença paga para elas enquanto 66 Estados não garantem esse direito para os pais.

As mulheres têm direito a um período de licença remunerada quase oito vezes superior ao dos pais. Das 124 economias que concedem o benefício aos homens, metade dispõe menos de duas semanas.

Foto: UNICEF/Giacomo Pirozzi
Relatório foca na falta de licença parental adequada.

Participação parental traz benefícios a toda a família

A ONU Mulheres destaca que a desigualdade na parentalidade molda a vida familiar por muito tempo depois que os pais retornam ao trabalho.

Em média, as mulheres dedicam 2,5 vezes mais horas por dia ao trabalho de cuidado não remunerado do que os homens. A licença dividida possibilita a partilha de maior tempo das responsabilidades no cuidado com os filhos e nas tarefas domésticas a longo prazo, aliviando a sobrecarga feminina.

A agência enfatiza que a licença parental para homens também favorece a capacidade das mães de exercerem trabalho remunerado e gerarem renda. Ao mesmo tempo, uma paternidade mais participativa e presente está associada a melhorias no desenvolvimento cognitivo e da linguagem, na regulação emocional e no comportamento das crianças.

Mais homens desejam participação ativa

Pesquisas recentes mostram que os homens desejam, cada vez mais, participar ativamente das tarefas e cuidados parentais.

De acordo com as agências, 87% dos pais afirmam não contar com o apoio de que necessitam, enquanto 83% relatam que seus empregadores não oferecem regimes de trabalho flexíveis.

A diretora-executiva-adjunta da ONU Mulheres, Nyaradzayi Gumbonzvanda, lembrou que as mulheres continuam suportando uma parcela desproporcional do trabalho de cuidado que sustenta famílias e comunidades.

Para a dirigente, a igualdade de gênero, os direitos e o empoderamento das mulheres só poderão ser alcançados por meio da valorização e da divisão justa dos encargos relacionados ao cuidado.

FONTE : News.UN

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