Apesar de ter seus nomes homologados em convenções partidárias, muitos candidatos que não detêm mandato eletivo de deputado estadual ou federal estão declinando de concorrer às próximas eleições. O motivo é o de sempre: falta de recursos para fazer campanha e, por consequência, medo de passar vergonha nas urnas. Em que pese o Fundo Eleitoral ser de mais de 5 bilhões de reais, só mesmo os candidatos de eleições majoritárias e os deputados federais que vão à reeleição vão ver a cor do dinheiro. Os estaduais, mesmo detentores de mandato, vão ser agraciados com míseros reais que não bancam nem 10% dos gastos da campanha. Além do Fundo Eleitoral, os candidatos contavam também com as doações de pessoas físicas e empresas, o que nesta eleição já vai ser difícil de conseguir, mesmo para caixa dois. Já os candidatos endinheirados e que podem torrar milhões em campanha sem depender de fundo eleitoral e doações, estes acabam tendo chance de eleição. Tem candidato a deputado federal disposto a gastar R$ 15 milhões do próprio bolso para realizar o sonho de ter mandato e poder.
Moisés fica fora
Exemplo de candidato homologado na convenção de seu partido que pulou fora da eleição é o apucaranense Moisés Tavares, do Avante. Seu nome está fora da lista dos candidatos a deputado estadual que vão ser registrados na Justiça Eleitoral. A desistência de Moisés tem tudo a ver com a falta de recursos financeiros para a campanha e o receio de dar vexame nas urnas e abreviar a carreira política.
Candidatos legendeiros
O partido Podemos, comandado no Paraná pelo deputado Felipe Francischini, vai se esforçar para arrumar uns trocados para os chamados candidatos legendeiros. Para o partido, qualquer votação que esse candidato possa fazer ajuda na legenda para eleger os nomes mais importantes da sigla. A expectativa do Podemos é eleger dois federais e dois estaduais, tarefa que, à princípio, parece possível.
Evitar ataques pessoais
Apresentado pela Mesa Executiva, a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou projeto de resolução diminuindo o tempo de cada parlamentar ao fazer uso da palavra nas chamadas explicações pessoais. O motivo é evitar ataques pessoais entre os deputados. Antes o tempo destinado a cada parlamentar era de 10 minutos, agora são de apenas 3 minutos. As Câmaras Municipais vão adotar a medida???
Proliferação de pesquisas
Uma avalanche de pesquisas começa a ser divulgada sobre a intenção de voto para governador e senador no Paraná. Nenhuma bate os números uma com a outra. Anteontem, saiu uma do Instituto Índice apontando Sandro Alex, do PSD, com 27% dos votos; já ontem a Neokemp divulgou uma amostragem com Sandro com 18%, atrás de Requião Filho com 23,2% e Sérgio Moro, 45,7%. Na Índice, Moro teria 35% e Requião, 19%.
Vem Paraná Pesquisas
A exemplo da Índice e da Neokemp, cujas pesquisas foram devidamente registradas na Justiça Eleitoral, o Instituto Paraná Pesquisas também pediu o registro de uma pesquisa no TSE, sob o nº 09048/2026-PR, a ser divulgada neste dia 17, com a oitiva presencial de 1.520 eleitores. O instituto Paraná Pesquisas goza de muita credibilidade e com certeza vai balizar melhor como está o quadro no Estado.
RODOLFO MANTÉM BASE UNIDA
Pelo menos uma vez por semana o prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, reúne os seis vereadores de sua base na Câmara Municipal para um café em sua residência, onde discutem projetos e temas da própria administração municipal. Esses encontros têm garantido a união da base em todas as votações de interesse do Executivo e certamente vai prevalecer na eleição para renovação da Mesa Executiva do Legislativo. Dificilmente a oposição, com cinco votos, vai ter chance de fazer a presidência da Câmara, a menos que haja uma dissidência na base, o que parece ser praticamente impossível a esta altura dos acontecimentos.
Vapt Vupt
* Entre os candidatos que disputam as duas cadeiras no Senado pelo Paraná, o maior patrimônio declarado é o de Deltan Dallagnol (Novo), de R$ 2,7 milhões. Já o menor é o do Dr. Rosinha (PT), com R$ 570 mil. Gleisi Hoffmann (PT) tem R$ 1,9 milhão; Filipe Barros (PL), R$ 1,1 milhão e Alexandre Curi (Republicanos), R$ 1,088 milhão.
* O atual vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (Novo), resolveu sair candidato a deputado federal, cargo que já exerceu antes de tentar ser senador na eleição de 2022, quando perdeu para Sergio Moro. Muito ligado à família do governador Ratinho Junior (PSD), Paulo Martins está no partido que apoia a candidatura de Moro…
* Dadas as pesquisas até aqui divulgadas, a eleição para o governo do Paraná dificilmente será decidida no primeiro turno. Moro teoricamente teria lugar garantido no segundo turno e seu adversário estaria entre Requião Filho e Sandro Alex, com mais chances para o candidato do PSD pela estrutura de campanha e apoio de Ratinho Junior.
* Em pronunciamento na Câmara Federal, o deputado federal Beto Preto (PSD) elogiou a iniciativa do governador Ratinho Jr em implantar o curso de medicina em todos os campi da Unespar no Estado. Em Apucarana, onde as inscrições para o vestibular já estão abertas, o número de candidatos para as 40 vagas passa de 3 mil. Sucesso total.
noticia por : UOL






