O arsenal brasileiro na relação financeira com a China, para se defender das ameaças de Donald Trump, cresceu ainda com a visita a Xangai na semana passada do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo —embora menos transparente.
Em sua entrevista coletiva em Pequim, na sexta, Durigan detalhou que agora será possível manter conta no próprio BC em renminbi, a moeda chinesa, atendendo a uma “demanda da China” e abrindo nas mesmas condições a outras moedas.
Com mais concretude e em contraste com os anúncios bombásticos brasileiros, o lado chinês chamou alguns de seus principais bancos para viabilizar os planos bilaterais, inclusive panda bonds —que já atraem Indonésia e outros Brics.
Liao Ling, presidente do ICBC, que vai coordenar a emissão, descreve a operação como “um marco na cooperação financeira entre os dois países” e se disse pronto, com sua experiência de “maior banco comercial do mundo em escala de negócios”.
Ele vê como “um novo ponto de partida”, em que “o ICBC fortalecerá sua integração global, atendendo melhor os clientes em ambos os países por meio de sua presença internacional e atuando como uma ponte e um elo para a cooperação financeira”.
Paralelamente, Zou Jiayi, a presidente do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), maior e mais estabelecido dos bancos multilaterais na China, determinou a criação de escritório no Brasil, parte de seu plano de maior presença global.
noticia por : UOL






