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Cuiaba - MT / 16 de setembro de 2026 - 12:09

As ferramentas de IA têm viés político e religioso (além de mentir descaradamente)

O uso de chatbots guiados por IA – ChatGPT, Claude, Gemini, DeepSeek ou Grok, para citar os mais conhecidos – não para de crescer, seja como “mediadores” para acessar informações ou como “conselheiros” em diferentes matérias. O uso vai desde questões cotidianas sem grande importância (devo ou não colocar vinho branco no risoto?) até outras com implicações mais sérias (eutanásia: sim ou não?; em quem eu deveria votar nas próximas eleições?).

Para esse segundo tipo de pergunta, em princípio todos esperamos que nosso “interlocutor” seja imparcial, que não nos manipule, que não “nos dê razão como quem acolhe um tonto”; ou, ao menos, que não invente dados ou citações falsas em sua argumentação.

No entanto, tudo isso parece estar acontecendo, e com não pouca frequência. Como ocorre com o árbitro em alguns esportes, cada equipe – neste caso, cada facção política, ideológica, religiosa, etc. – tende a pensar que o chatbot da vez a prejudica: que dá mais espaço à informação ou aos argumentos do contrário, ou que diretamente trapaceia.

Predominam os argumentos progressistas

As pesquisas respaldam essas suspeitas? No campo da política, pode-se dizer que sim, mas apenas em uma direção: segundo a maioria dos estudos publicados, as ideias/opiniões/argumentos/fontes de informação conservadoras aparecem menos do que as progressistas em quase todos os chatbots, embora com diferenças importantes segundo o modelo. É o que indicam, por exemplo, pesquisas publicadas em diversas revistas científicas (Nature, Journal of Computational Social Science, Journal of Economic Behavior & Organization, Public Choice, entre outras) e por diferentes instituições (Brookings Institution, a Universidade de Stanford, Just Facts).