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Cuiaba - MT / 14 de setembro de 2026 - 6:31

André Mendonça: como um servidor discreto virou o ministro que pode vencer Moraes

André Mendonça costuma descrever seu início de carreira no Direito citando o refrão de um conhecido hino gospel. “Eu só tinha um terno e um sapato furado”, diz Mendonça, hoje no centro de decisões que podem mudar os rumos do Brasil.

Há um certo exagero na frase dele. Mas a verdade é que, antes de virar o ministro “terrivelmente evangélico” indicado por Jair Bolsonaro ao STF, o magistrado percorreu um longo caminho entre escritórios modestos e concursos públicos — numa trajetória construída bem longe dos olhos do grande público.

Mendonça não herdou uma clientela, tampouco tinha recursos para abrir a própria firma de advocacia. Recém-formado, ele começou trabalhando num escritório montado num porão, em Bauru, no interior de São Paulo, ainda nos primeiros anos da década de 90.

Esse percurso pouco conhecido também inclui uma infância passada em diferentes cidades, a vocação religiosa, o destaque pelo perfil técnico e, mais recentemente, questionamentos sobre sua atuação dentro e fora do Supremo.