O acolhimento de mães após o nascimento de bebês é o ponto principal de um projeto a ser lançado no mês de agosto em parceria entre duas empresas do ramo de saúde, cuidados e bem-estar. O objetivo é tratar de temas que permeiam o universo materno e que podem levar mulheres à depressão pós-parto por período prolongado.
O projeto será gratuito e voltado a mulheres que não têm acesso a tratamentos e cuidados específicos por viver em situação ou locais em vulnerabilidade social e econômica. O lançamento deverá ocorrer em 30 de agosto, na sede do Alta Diagnóstico, em Higienópolis (centro de SP), um dos parceiros.
A iniciativa partiu da Weleda, marca de medicamentos e cosméticos naturais que mantém produção em São Roque (SP). A princípio, serão convidadas 75 mulheres.
Para Maria Claudia Villaboim, farmacêutica e CEO da Weleda, embora a gestação seja cercada de informações sobre o desenvolvimento do bebê, o que se vê é um número grande de mulheres que relatam deixar para o segundo plano a própria saúde física e emocional com o nascimento de um bebê, que demanda dedicação extrema.
No entanto, a falta de orientação, o isolamento e a sobrecarga ajudam a piorar o estado psíquico, fazendo com que ela se sinta sozinha e desamparada no puerpério, que é um dos períodos mais desafiadores da maternidade.
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A ideia de agir junto a essas mulheres é que motivou a criação do projeto “Acolhimento Materno”. Além das mães, os encontros vão contar com profissionais da saúde e influenciadoras. A programação terá pediatras e psicólogos, entre outros, para debater saúde mental, amamentação, autocuidado e os desafios dos primeiros meses de vida do bebê.
Para Maria Claudia, cuidar da mãe é tão importante quanto cuidar da criança. “Toda mãe merece se sentir amparada, principalmente nos momentos em que tudo parece novo e, às vezes, solitário. Nenhuma mãe precisa passar por isso sozinha”, afirma.
A executiva diz que, apesar de a maternidade movimentar um mercado bilionário, faltam iniciativas capazes de colocar a mulher no centro do cuidado. “Quando nasce um bebê, nasce também uma mãe. E ela precisa ser acolhida, orientada e fortalecida para atravessar essa fase com mais segurança”, afirma.
Segundo Mariana Anjos Reche, superintendente do Alta Diagnósticos, a parceria busca integrar diferentes etapas da assistência à mulher e à família. “A maternidade exige informação confiável, acolhimento e cuidado contínuo. Nossa intenção é acompanhar essa jornada desde o planejamento da gestação até o pós-parto, oferecendo uma rede multidisciplinar que atenda às necessidades de cada família”, afirma.
A intenção é é ampliar o movimento para todos os pontos do país, aumentando a participação no mercado, e focando nas mulheres que precisam de atenção.
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noticia por : UOL






