Um minuto após entrar no banho, o PM declarou ter ouvido um barulho, que pensava ser uma porta batendo. Mas, ao abrir a porta, se deparou com Gisele no chão, ferida na cabeça e segurando a arma de fogo. Ele disse ter acionado o resgate, a Polícia Militar e ter ligado para um amigo que é desembargador.
Mãe da vítima disse à polícia que o relacionamento da filha com Geraldo era “extremamente conturbado”. Ela afirmou que o genro era uma pessoa abusiva e muito violenta, que proibia a vítima de usar batom, salto alto e perfume, além de cobrá-la rigorosamente para realizar várias tarefas domésticas.
O caso foi registrado inicialmente como suicídio consumado, mas o registro foi alterado pela Polícia Civil para “morte suspeita” após depoimento da mãe da vítima. A ocorrência foi investigada pelo 8º Distrito Policial (Brás) e pela Corregedoria da Polícia Militar.
Corpo de Gisele foi exumado no dia 6 de março e passou por nova perícia e exames complementares. A perícia apontou que o corpo da soldado tinha “lesões contundentes” na face e na região cervical provocadas por pontas de dedos e escoriação compatível com a pressão de unhas.
No dia 9 de março, a Justiça de São Paulo encaminhou o caso da morte da soldado para a Vara do Tribunal do Júri. Essa vara é responsável por apurar apenas crimes contra a vida —como, por exemplo, homicídio, feminicídio e induzimento ao suicídio.
Uma denúncia anônima registrada em um IPM (Inquérito Polícia Militar) apontou que Geraldo tinha “instabilidade emocional”. Segundo o denunciante, Geraldo perseguia, intimidava e ameaçava a companheira recorrentemente. A Corregedoria da Polícia Militar instaurou um IPM no dia 20 de fevereiro, dois dias após a morte da soldado, para apurar o caso.
noticia por : UOL






