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Cuiaba - MT / 7 de junho de 2026 - 17:20

Vereadores se reúnem em jantar para "amarrar" votos pela reeleição de Paula Calil à Presidência da Câmara de Cuiabá 

ANA JÁCOMO

DO REPÓRTERMT

A disputa pelo comando da Câmara Municipal de Cuiabá está acirrada. Na noite dessa quarta-feira (13) um jantar estratégico na casa do vereador Marcus Brito (PV), grupo de sustentação da atual presidente Paula Calil (PL), tentou consolidar uma maioria que garantisse sua permanência no cargo.

Embora o bloco alardeie ter 14 votos garantidos, o cenário real de bastidor é de incerteza e resistência, especialmente após a saída de Dilemário Alencar (União) da liderança do governo municipal, que agora atua como um “coringa” perigoso no tabuleiro.

Diferente do que pregam os aliados mais otimistas da presidente, a conta para mudar o regimento interno, manobra indispensável para permitir a reeleição de Paula, está longe de fechar.

São necessários 18 votos para alterar a regra da Casa, e o núcleo duro de oposição a essa mudança ganhou reforços de peso. Segundo apurou a reportagem, Dilemário Alencar e Baixinha Giraldelli (Solidariedade) estão irredutíveis e não aceitam votar na alteração regimental “nem sob porrada”.

Sem o apoio da dupla, a engenharia política de Paula Calil para se manter na cadeira começa a “molhar”, já que os dois nomes são vistos como fundamentais para alcançar o quórum necessário.

Nos bastidores, o clima é de um “50 a 50” perigoso. Se de um lado Paula tem o peso da máquina e a proximidade com o prefeito Abilio Brunini (PL), do outro, a candidatura de Ilde Taques (Podemos) é impulsionada pela força política do deputado Max Russi (PSB), que tem jogado pesado na articulação.

O temor dos vereadores é equilibrar o acesso aos serviços da prefeitura com o medo de contrariar um dos maiores articuladores do Estado. “O Max pesa muito“, revelou uma fonte.

A ausência dos vereadores Pastor Jefferson (PSD) e Dídimo Vovô (PSB) no jantar também sinaliza que a “fidelidade” dos 14 votos ainda é frágil. Embora sejam contados como aliados de Paula, o fato de não terem aparecido no jantar indica que o jogo na Câmara de Cuiabá está longe de terminar.

Enquanto isso, o Palácio Alencastro segue sem um líder no Legislativo, com a vice-líder Samanta Íris (PL) assumindo as falas na ausência de Dilemário, que agora corre “solto” e sem amarras para implodir os planos de reeleição da atual mesa, já que ele também almeja chegar à presidência mesmo sem ter recebido apoio do prefeito.

Com o racha exposto, a base de Abilio agora se vê em uma encruzilhada. Se não conseguir os 18 votos para mudar o regimento, o grupo terá que abandonar o projeto de reeleição de Paula e lançar um novo nome às pressas para não perder o comando da Mesa Diretora para Ilde Taques.

Pelo menos quatro vereadores se articulam para construir candidaturas à presidência da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá. São eles: Dilemário, Daniel Monteiro (Republicanos), Ilde Taques (Podemos) e Wilson Kero Kero (PMB).

Embora a atual gestão tenha duração até o dia 31 de dezembro de 2026, as articulações para o biênio 2027-2028 têm movimentado a Casa, já que a eleição da Mesa Diretora ocorre em 25 agosto.

FONTE : ReporterMT

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Cuiaba - MT / 7 de junho de 2026 - 17:20

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