“Quando cheguei ao hotel, já percebi que o Jorge estava com uma coleira diferente. Falei para a funcionária do hotel buscar a coleira e as coisas dele e fomos para casa. Chegando lá, vi que essa coleira, que é proibida no Brasil, inclusive, tinha dois pinos e dava choque. Questionei o estabelecimento, que disse que eles colocaram o equipamento porque o Jorge latiu. Mas eles sabiam do histórico dele, e em nenhum momento nós, eu e minha esposa, autorizamos a utilização dessa coleira” Gabriel Valente, representante comercial
Segundo o tutor, Jorge ficou bastante quieto e dormiu além do normal nos dois primeiros dias após a volta do hotel para pets. O animal agora se recupera aos poucos da estadia, disse Valente.
Além de denúncias no Conselho Regional de Medicina Veterinária e no Procon locais, o representante comercial também abriu um boletim de ocorrência na Polícia Civil contra o hotel, por maus-tratos a animais. Ele levará hoje à delegacia a coleira, para trabalhos periciais.
Em nota, o escritório Miranda Advocacia Especializada, que representa o Hotel Cão Anjo, nega as acusações. Os defensores enfatizam que não houve contato prévio por parte dos tutores com o estabelecimento (que só teria tomado ciência das denúncias pela internet) e acrescentam que seu cliente “possui registros que demonstram a normalidade da estadia do animal, em ambiente seguro e supervisionado”. Os advogados acrescentam que tomarão “todas as medidas jurídicas cabíveis”, “diante da gravidade das acusações e dos prejuízos causados” pela exposição do hotel para pets nas redes sociais.
noticia por : UOL






