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Cuiaba - MT / 26 de fevereiro de 2025 - 18:38

Terrorista que matou brasileira durante atentado na França é condenado à prisão perpétua

Brahim Aouissaoui assassinou Simone Barreto e outras duas pessoas na Basílica de Nice, em outubro de 2020. Terrorista não poderá ter redução de pena, segundo a Justiça. Um terrorista que matou uma brasileira e outras duas pessoas na França, em 2020, foi condenado à prisão perpétua sem redução de pena nesta quarta-feira (26). Segundo a imprensa local, o terrorista recebeu a condenação mais pesada do Código Penal francês.
O atentado aconteceu no dia 29 de outubro de 2020, na Basílica de Nice. Naquele dia, Aouissaoui demonstrou usou uma faca de cozinha para matar a paroquiana Nadine Devillers, de 60 anos, o sacristão Vincent Loquès, de 54 anos, e a brasileira Simone Barreto Silva, de 44 anos.
De acordo com as autoridades, Simone recebeu 25 golpes do terrorista. Já a paroquiana e o sacristão sofreram cortes profundos na garganta.
Para a acusação, o terrorista demonstrou “uma selvageria inacreditável” ao assassinar as vítimas. Ele também foi acusado de tentar matar outras sete pessoas, incluindo cinco agentes que o prenderam na igreja.
Durante o julgamento, os advogados-gerais da Procuradoria Nacional Antiterrorismo (PNAT) destacaram “a periculosidade intacta” de Aouissaoui, “preso ao seu fanatismo totalitário e bárbaro”.
O acusado, que é da Tunísia e tem 25 anos, chegou a gritar no tribunal que não era um terrorista. Ele foi contido pelo próprio advogado. O acusado, por outro lado, assumiu a autoria do atentado, mas se negou a fornecer detalhes sobre o crime.
Segundo os magistrados, o réu já era “uma bomba humana” quando deixou a Tunísia clandestinamente em 18 de setembro de 2020.
“O ataque é, na realidade, o culminar de um compromisso jihadista nascido na Tunísia”, resumiu uma advogada. Após seu ato, “ele não demonstrou remorso”, lembrou ela. “Seu ódio pelo Ocidente e pela França permaneceu intacto.”
A prisão perpétua sem redução de pena é uma sanção extremamente rara. Nos casos de terrorismo, esta sentença, também chamada de “perpetuidade real”, foi aplicada contra Salah Abdeslam pelos atentados de 13 de novembro de 2015, que deixaram 130 mortos em Paris e Saint-Denis.
‘Um ódio intacto’
“Compreender a culpa de Brahim Aouissaoui exige que não apenas citemos o ataque de 29 de outubro (2020). Este ataque faz parte de uma continuidade e consistência de ações”, recordaram os representantes do PNAT.
O ataque à basílica de Nice foi o terceiro ato de um outono mortal que se seguiu à republicação pelo Charlie Hebdo das caricaturas do profeta Maomé, em 2 de setembro de 2020.
Uma semana após a republicação das caricaturas, meios de comunicação próximos da Al-Qaeda apelaram a um ataque contra a França, “porta-estandarte das cruzadas na Europa”.
Em 25 de setembro daquele ano, um paquistanês atacou com um facão duas pessoas que estavam em frente às antigas instalações do Charlie Hebdo, em Paris.
Já em 16 de outubro de 2020, um jovem checheno esfaqueou e decapitou o professor de história Samuel Paty, que havia mostrado as caricaturas na sala de aula.
Em 25 de outubro, quatro dias antes do ataque à basílica de Nice, os meios de comunicação pró-Al-Qaeda apelaram que os franceses fossem “massacrados” nas “suas igrejas”.
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Fonte: G1

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Cuiaba - MT / 26 de fevereiro de 2025 - 18:38

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