Damasco acreditava que tinha sinal verde dos EUA e de Israel para enviar suas forças para o sul, apesar de meses de avisos israelenses para que não o fizesse, de acordo com as fontes, que incluem autoridades políticas e militares sírias, dois diplomatas e fontes de segurança regionais.
Esse entendimento foi baseado em comentários públicos e privados do enviado especial dos EUA para a Síria, Thomas Barrack, bem como em conversas de segurança incipientes com Israel, disseram as fontes. Barrack pediu que a Síria fosse administrada centralmente como “um país” sem zonas autônomas.
Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA se recusou a comentar sobre discussões diplomáticas privadas, mas disse que os Estados Unidos apoiam a unidade territorial da Síria. “O Estado sírio tem a obrigação de proteger todos os sírios, inclusive os grupos minoritários”, disse o porta-voz, pedindo ao governo sírio que responsabilize os autores da violência.
Em resposta às perguntas da Reuters, um funcionário graduado do Ministério das Relações Exteriores da Síria negou que os comentários de Barrack tenham influenciado a decisão de enviar tropas, que foi tomada com base em “considerações puramente nacionais” e com o objetivo de “parar o derramamento de sangue, proteger os civis e evitar a escalada do conflito civil”.
Damasco enviou tropas e tanques para a província de Sweida na segunda-feira para reprimir os combates entre tribos beduínas e facções armadas dentro da comunidade drusa — uma minoria que segue uma religião derivada do Islã, com seguidores na Síria, no Líbano e em Israel.
As forças sírias que entraram na cidade foram atacadas por milícias drusas, de acordo com fontes sírias.
noticia por : UOL





