A lista de materiais extremistas do Ministério da Justiça se estende por mais de 500 páginas. As entidades proibidas na Rússia por realizarem “atividades extremistas” incluem o Fundo Anticorrupção do falecido crítico do Kremlin Alexei Navalny, o movimento LGBT internacional e a Meta, gigante da tecnologia dos EUA.
Na sexta-feira, os parlamentares que regulam o setor de TI disseram que o WhatsApp, de propriedade da Meta, deveria se preparar para deixar o mercado russo, pois provavelmente seria adicionado a uma lista de softwares restritos.
A nova legislação tem como alvo as pessoas que conscientemente procuram materiais extremistas online, inclusive por meio de redes privadas virtuais (VPN) que milhões de pessoas em toda a Rússia usam para contornar a censura e acessar conteúdo proibido.
“Esse projeto de lei diz respeito a um grupo muito restrito de pessoas que procuram conteúdo extremista porque elas mesmas já estão a um passo do extremismo”, disse Sergei Boyarsky, chefe do comitê de tecnologia da informação da Duma, à Duma TV.
O ministro do Desenvolvimento Digital, Maksut Shadaev, afirmou que a aplicação da lei teria que provar que os usuários pretendiam visualizar materiais extremistas e que o simples acesso às plataformas não seria penalizado.
Não ficou imediatamente claro como as autoridades determinariam a intenção em uma pesquisa online. A falta de clareza deixou muitas pessoas apreensivas.
noticia por : UOL




