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Cuiaba - MT / 6 de março de 2026 - 17:52

Rodrigo da Zaeli e Cel. Assis votam contra criação de 18 novos deputados federais e enfrentam sozinhos o “gigante” do Congresso

 

Enquanto a maioria do Congresso Nacional aprovava ontem, 25 de junho, a criação de 18 novas cadeiras para a Câmara dos Deputados, dois parlamentares de Mato Grosso se levantaram contra a medida e chamaram a atenção do Brasil: Rodrigo da Zaeli (PL) e Coronel Assis (União Brasil) disseram “não” ao aumento da máquina pública e mantiveram seus votos contrários tanto na primeira como na segunda votação, enfrentando a pressão dos bastidores e o peso da maioria.

O projeto amplia o número de deputados federais de 513 para 531 a partir das eleições de 2026. Mato Grosso, com isso, receberá duas novas vagas na Câmara e outras seis na Assembleia Legislativa. Apesar de parecer uma vitória para o Estado, muitos cidadãos questionam o real motivo da ampliação: seria para representar melhor a população ou apenas para criar mais cargos políticos e beneficiar partidos?

Zaeli e Cel. Assis optaram pela primeira resposta. “O povo quer menos políticos e mais saúde, educação e segurança. Criar mais cargos só aumenta o gasto público e afasta ainda mais o cidadão comum da política”, disse Zaeli, em tom firme após a votação. Cel. Assis também foi direto: “Isso é um tapa na cara do trabalhador brasileiro, que aperta o cinto todo mês enquanto o Congresso se expande”.

No Senado, os únicos que também disseram “não” ao projeto foram os senadores de Mato Grosso Jaime Campos e Wellington Fagundes, que votaram contra mesmo com a pressão dos seus próprios partidos. O gesto foi raro e corajoso, diante de um Congresso cada vez mais alinhado em aumentar sua influência e presença, mesmo que isso custe milhões aos cofres públicos.

O cidadão médio, que luta diariamente contra a inflação, o desemprego e a precariedade dos serviços básicos, vê nessa ampliação um movimento contrário ao que espera dos políticos: enquanto se fala em cortar gastos, enxugar ministérios e conter privilégios, a resposta do Congresso foi aprovar mais 18 cadeiras e inflar ainda mais a máquina pública.

Zaeli, Assis, Campos e Fagundes nadaram contra a maré, colocaram o pé no chão e votaram com consciência. Mesmo sendo minoria, deram um recado claro: ainda existem políticos que escutam o povo. A ampliação foi aprovada, é verdade, mas esses quatro nomes merecem destaque – não por dizerem “sim” ao poder, mas por terem coragem de dizer “não” quando todos aplaudiam.

A pergunta que fica no ar é: será que o povo brasileiro foi ouvido? Ou foi mais uma vez deixado de lado enquanto Brasília se acomoda em mais cadeiras, mais cargos e mais regalias?

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Cuiaba - MT / 6 de março de 2026 - 17:52

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