Seu perfil ganhou destaque durante os protestos “Mulher, Vida, Liberdade” de 2022, após a morte de Mahsa Amini. Jovem curda de 22 anos, ela foi presa por supostamente usar o hijab de forma “imprópria”. Três dias depois, ela morreu no hospital após entrar em coma. Uma investigação da ONU concluiu que o Irã é responsável pela violência física que causou sua morte.
Vídeos de Parastoo Ahmadi cantando a música “Az Khoone Javanane Vatan” (“Do Sangue da Juventude da Pátria”, em tradução livre) circularam na internet após a morte de Amini. A canção se associou às atividades de protesto e seu trabalho passou a ser visto no contexto de artistas cujas performances chamaram atenção durante períodos de instabilidade política no país.
Condenada a 74 chibatadas
Além de Ahmadi, oito membros de sua equipe de produção podem sofrer a mesma punição, segundo o The Guardian. O vídeo foi transmitido ao vivo em 2024, no canal do YouTube da artista.
Documentos judiciais indicam que eles estão proibidos de exercer qualquer atividade artística por dois anos. O tribunal de Qom ainda proibiu a saída dos artistas do país e os acusou de ofender a moral pública por produzir e divulgar “conteúdo vulgar” online.
Na live, Parastoo Ahmadi apresentou a canção “Az Khoone Javanane Vatan” sem hijab. Na época, ela e outros músicos foram detidos pela conduta. Após ser liberada da prisão, as autoridades abriram um processo formal pela publicação do vídeo.
noticia por : UOL






