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Cuiaba - MT / 23 de abril de 2026 - 18:46

PF revela “tabela da propina” e cumpre 25 mandados contra venda de sentenças 

DO REPÓRTERMT

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a Operação Inauditus para investigar um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no âmbito de um inquérito que apura crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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De acordo com as investigações, o grupo atuava no direcionamento de decisões, com práticas como celeridade seletiva na tramitação de processos, distribuição por prevenção e atuação conjunta de servidores para beneficiar partes mediante pagamento de vantagens indevidas.

Conforme o site Metrópoles, a investigação identificou movimentações financeiras suspeitas, com indícios de triangulação e mecanismos para ocultar a origem ilícita dos recursos.

Além das buscas, foi decretada a prisão preventiva do principal operador do esquema. Também foram determinadas medidas como o afastamento de cinco servidores, proibição de acesso ao TJMA e de contato entre os investigados, além do monitoramento eletrônico de seis pessoas.

Outro ponto é o sequestro e bloqueio de bens, que pode chegar a R$ 50 milhões, de forma solidária entre os principais envolvidos.

Paralelamente, a investigação revelou a existência de uma espécie de “tabela da propina”, com valores previamente definidos para decisões judiciais. Segundo apurado, sentenças poderiam ser negociadas por até R$ 250 mil.

Os pagamentos seriam feitos de forma escalonada, com cerca de R$ 100 mil destinados a decisões iniciais e o restante condicionado ao resultado final do processo.

O esquema veio à tona após delação premiada, que detalhou a atuação de intermediários, negociações prévias e repasses feitos tanto em dinheiro quanto por transferências bancárias.

Mensagens obtidas pela Polícia Federal reforçam as suspeitas, incluindo registros de confirmação de depósitos relacionados às decisões.

Parte dos valores teria sido movimentada por meio de contas de empresas e terceiros, além de pagamentos em dinheiro vivo. Em um dos casos, a PF identificou a entrega direta de valores a um dos investigados, com confirmação por meio de cruzamento de dados.

As investigações também apontam que, após a interrupção dos pagamentos por um dos envolvidos, decisões desfavoráveis passaram a ser proferidas com rapidez incomum.

As ordens judiciais foram cumpridas em cidades do Maranhão — como São Luís, São José de Ribamar, Arari, Balsas, Bacabal e Guimarães, além de Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e Lagoa Seca (PB).

FONTE : ReporterMT

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Cuiaba - MT / 23 de abril de 2026 - 18:46

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