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Cuiaba - MT / 17 de março de 2026 - 12:04

Para paulistas, governo de SP e concessionárias são principais responsáveis por quantidade de pedágios, diz Datafolha

O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e as concessionárias de rodovias no estado de São Paulo são os principais responsáveis pela quantidade de pedágios nas estradas paulistas, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (16).

O levantamento apontou que um em cada três entrevistados (33%), responsabilizou a gestão estadual enquanto 30% atribuíram o atual volume de praças de cobrança às empresas que administram as estradas. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para o total da amostra, ambos estão tecnicamente empatados.

O governo federal foi mencionado por 26% —o que significa que ele empata com as concessionárias no limite da margem de erro— e as prefeituras, por 2%.

A pesquisa foi realizada de 3 a 5 de março e ouviu 1.608 entrevistados de forma presencial em todo estado, distribuídos em 71 municípios. O nível de confiança é de 95%.

A gestão Tarcísio é responsabilizada com mais frequência entre os entrevistados com ensino superior, 44%, e entre os mais ricos, com renda de 5 a 10 salários mínimos, 49%, e acima de 10 salários mínimos, 48%.

Enquanto os homens (40%) citaram o governo estadual como o principal responsável pelo número de pedágios no estado, as mulheres (34%) citaram as empresas que administram as rodovias.

A menção ao governador aparece com mais frequência entre os que avaliam sua gestão à frente do Palácio dos Bandeirantes como ruim ou péssima, 52%, e entre os que votaram no presidente Lula no segundo turno das eleições de 2022, 42%.

A resposta também foi mais recorrente entre os entrevistados que pretendem votar em Fernando Haddad (PT) para o governo de São Paulo, 44%.

As concessionárias são responsabilizadas com mais frequência entre os que pretendem votar em Paulo Serra (PSDB) no próximo pleito estadual, 36%, assim como os eleitores de Tarcísio, 31%.

Procurada, a gestão estadual disse que os projetos de concessão rodoviárias seguem diretrizes claras de justiça tarifária, e que os valores por quilômetro foram reduzidos em cerca de 20% em comparação aos modelos anteriores. “Houve ampliação de investimentos em melhorias, segurança viária e serviços de atendimento aos usuários”, disse o governo.

A substituição de praças físicas por pórticos eletrônicos, chamados “free flow“, está entre os principais investimentos do governo estadual em transporte com a modernização da infraestrutura rodoviária. A mudança faz parte de novas regras federais sobre o assunto e está sendo implementada em todo o país.

Com tráfego livre de veículos e cobrança por trecho percorrido, em vez de praças de pedágio convencionais, o “free flow” permite que veículos sejam identificados pela placa e paguem a fatura no site da concessionária. A verificação por placa é uma alternativa aos carros que não instalam aparelhos eletrônicos no para-brisa, chamados tags.

Regulamentada desde outubro de 2024, o novo sistema de cobrança começou a funcionar no estado em setembro, na SP-333 (rodovia Carlos Tonanni), em Itápolis. A segunda praça passou a funcionar na mesma rodovia, em Jaboticabal.

Atualmente, o sistema funciona em seis rodovias do estado: no trecho que liga Caraguatatuba a São Sebastião, no litoral norte e nas rodovias Dona Leonor Mendes de Barros (SP-333), Brigadeiro Faria Lima (SP-326), Pedro Eroles (SP-088), Padre Manuel da Nóbrega (SP-055) e Raposo Tavares (SP-270).

Há previsão de instalar 58 pórticos eletrônicos até 2030, segundo o governo estadual.

A mudança tem provocado protestos há quase três anos, principalmente na Baixada Santista. A reação contrária incluiu ação judicial para barrar a instalação dos pórticos na rodovia Pedro Eroles (SP-088), a Mogi-Dutra.

noticia por : UOL

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