RepórterMT
José Rodrigues Rocha Junior, Advogado, pós-graduado em direito constitucional, Jornalista, Empresário, Escritor, Palestrante, Consultor e Conferencista.
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José Rodrigues Rocha Junior, Advogado, pós-graduado em direito constitucional, Jornalista, Empresário, Escritor, Palestrante, Consultor e Conferencista.
JOSÉ RODRIGUES
As eleições de 2026 em Mato Grosso prometem ser um dos embates mais estratégicos da história recente do estado. Embora nomes consolidados já figurem no tabuleiro, a análise dos dados históricos de 2018, 2020 e 2022 revela uma força silenciosa, mas decisiva: o expressivo contingente de votos detido por candidatos que não ocupam o poder atualmente, mas que atuarão como o fiel da balança nos próximos pleitos.
Em 2022, o governador Mauro Mendes (UNIÃO) demonstrou uma hegemonia incontestável ao ser reeleito com 68,45% dos votos válidos (1.114.549 votos). Contudo, o cenário para sua sucessão em 2026 abre espaço para novas composições.Com a proximidade de 2026, a imprensa já aponta os principais nomes que buscam sua sucessão:
• Wellington Fagundes (PL): Atualmente liderando as intenções de voto em pesquisas recentes, aparece como o nome consolidado da ala bolsonarista.
• Otaviano Pivetta (Republicanos): O atual vice-governador, reeleito na chapa de Mendes em 2022, surge como um sucessor natural e figura tecnicamente empatada nas sondagens.
• Jayme Campos (UNIÃO): Veterano da política, também é citado como um forte concorrente ao Palácio Paiaguás.
• Natasha Slhessarenko (PSD/PSB): Representando a oposição, seu nome é ventilado com o apoio da Federação Brasil da Esperança.
Os candidatos derrotados em 2022 — Marcia Pinheiro, Pastor Marcos Ritela e Moisés Franz — somaram, juntos, 513.663 votos. Este montante representa uma massa crítica de eleitores que, a depender das alianças e dos posicionamentos que esses líderes adotarem, tem o potencial de definir o próximo inquilino do Palácio Paiaguás. A direção que essas lideranças tomarem pode consolidar ou desestabilizar as pré-candidaturas postas.
Se a disputa pelo Governo é estratégica, a corrida pelas duas vagas ao Senado em 2026 será um campo de batalha milimetricamente calculado.
A análise sugere que, enquanto a primeira vaga pode seguir tendências de nomes já estabelecidos, a segunda vaga será extremamente acirrada.
O peso dos suplentes e candidatos não eleitos em pleitos anteriores é o que sustenta essa tese:
• Legado de 2022: Candidatos como Antônio Galvan (que já confirmou nova candidatura) e outros nomes igualmente não eleitos, somaram 473.538 votos.
• A Força de 2020 e 2018: Nas eleições suplementares de 2020 e na geral de 2018, o volume de votos em candidatos não eleitos foi ainda maior, atingindo a marca de 1.082.295 e 1.407.226 votos, respectivamente.
Nomes como Carlos Fávaro e José Medeiros, figuras centrais nestas estatísticas, já sinalizam novas candidaturas, o que fragmenta ainda mais o eleitorado e aumenta o valor de cada apoio político.
De acordo com o que vem sendo divulgado pela imprensa, os favoritos são:
1. Mauro Mendes (UNIÃO): O atual governador lidera as intenções de voto para a primeira vaga.
2. Janaina Riva (MDB): A deputada estadual mais votada de 2022 aparece como a favorita para a segunda vaga em diversos cenários.Contudo, o cenário está longe de estar definido. Outros pré-candidatos de peso incluem o ex-ministro e atual Senador Carlos Fávaro (PSD), o deputado federal José Medeiros (PL) e o ex-governador Pedro Taques (PSB).
O peso histórico é o que sustenta a tese de uma disputa imprevisível:
• Legado de 2022: Candidatos não eleitos ao Senado somaram 473.538 votos.
• Acúmulo de 2018 e 2020: Em pleitos passados, o volume de votos em candidatos que hoje estão fora do cargo atingiu marcas de 1.082.295 e 1.407.226.
A base partidária construída em 2022 também servirá de termômetro e suporte para as candidaturas majoritárias de 2026.
1. Câmara Federal: A candidata Rosa Neide (PT), mais votada do estado em 2022 com 124.671 votos (embora não eleita pelo quociente), é um exemplo claro de capital político que pode ser transferido para uma chapa majoritária.
2. Assembleia Legislativa (ALMT): Lideranças como Janaina Riva (MDB), com 82.124 votos, e Max Russi (PSB), com 70.328, detêm máquinas regionais poderosas que servirão como os principais cabos eleitorais para o Governo.Mato Grosso possui um eleitorado fiel a certas lideranças, mas a história mostra que o posicionamento de quem “bateu na trave” ou ocupou suplências é o que definirá a vitória em cenários de polarização.
Com a expectativa de uma disputa acirrada pela segunda vaga ao Senado, os candidatos que souberem aglutinar esses milhões de votos dispersos entre ex-candidatos ao governo e legislativo sairão na frente na corrida de 2026.
A grande incógnita, e o ponto de maior atenção para os analistas, reside na capacidade dessas figuras “não eleitas” de converter seu capital político em apoio direto, transformando-se nos verdadeiros árbitros da política mato-grossense.Aqueles que participaram de eleições passadas e hoje observam o cenário são, sem dúvida, podem se tornar os árbitros da política mato-grossense para o próximo ciclo.A política mato-grossense em 2026 não será decidida apenas pela hegemonia, mas também pela capacidade de cooptação dos não eleitos de 2018, 2020 e 2022.
José Rodrigues Rocha Junior, Advogado, pós-graduado em direito constitucional, Jornalista, Empresário, Escritor, Palestrante, Consultor e Conferencista.
FONTE : ReporterMT







