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Cuiaba - MT / 10 de março de 2026 - 9:21

'Morte, fogo e fúria': Trump ameaça Irã com ataque '20 vezes mais forte' se houver bloqueio de petróleo no Estreito de Ormuz


Estreito de Ormuz se tornou o foco das atenções da guerra no Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (9) que vai atacar o Irã “vinte vezes mais forte” caso o país bloqueie o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz. A declaração foi publicada em uma rede social.
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O Irã afirma que o Estreito de Ormuz está fechado desde a semana passada e ameaça atacar navios que passarem pela região. Os EUA negam que a rota esteja bloqueada. Ainda assim, o fluxo de embarcações diminuiu nos últimos dias.
Na Truth Social, Trump afirmou que o Irã pode receber “morte, fogo e fúria” caso interfira na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. A rota é responsável pelo escoamento de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e passa por área estratégica sob influência iraniana.
“Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, será atingido pelos Estados Unidos da América VINTE VEZES MAIS FORTE do que foi até agora”, publicou.
“Além disso, eliminaremos alvos facilmente destruíveis, o que tornará virtualmente impossível que o Irã volte a se reconstruir, como nação, novamente — Morte, Fogo e Fúria cairão sobre eles — Mas espero, e rezo, para que isso não aconteça!”
Ainda segundo o presidente, o anúncio é um “presente” para a China e todos os países dependentes da rota marítima.
Mais cedo, em uma entrevista à CBS News, Trump afirmou que avalia tomar o controle do Estreito de Ormuz. Ele também ameaçou destruir o Irã em caso de interferência.
“Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente”, afirmou.
Na mesma entrevista, Trump disse que a guerra contra o Irã deve acabar em breve, pois está “praticamente concluída”. Após as declarações sobre o possível fim do conflito, a cotação do petróleo passou a cair.
As declarações ocorrem em meio à pressão do mercado e à alta do barril de petróleo, que se aproximou de US$ 120 e derrubou bolsas ao redor do mundo em meio à guerra. Os preços podem impactar diretamente a economia americana e influenciar as eleições de novembro nos EUA.
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REUTERS/Kevin Lamarque
O Estreito de Ormuz
Localizada entre Omã e o Irã, a passagem é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e serve de rota para navios que saem da região produtora rumo à Ásia, à Europa e às Américas.
A história do Estreito de Ormuz é marcada por sua importância como corredor comercial e, mais recentemente, como ponto estratégico para a energia mundial.
Desde a Antiguidade, a passagem conectava a Pérsia, a Mesopotâmia e a Índia ao Oceano Índico. Nos séculos XVI e XVII, potências europeias disputaram o controle da região para proteger suas rotas marítimas.
No século XX, a descoberta de grandes reservas de petróleo no Golfo Pérsico ampliou a relevância do estreito. Após a Segunda Guerra Mundial, ele se consolidou como via essencial para o transporte de petróleo do Oriente Médio para outros continentes.
Durante a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988), navios petroleiros foram atacados, e os EUA passaram a escoltar embarcações na região.
Desde então, o estreito é um dos principais focos de tensão geopolítica. O Irã já ameaçou fechá-lo em resposta a sanções e conflitos com os EUA e Israel, embora nunca tenha interrompido a navegação por longos períodos.
Atualmente, uma fatia expressiva do petróleo consumido no mundo passa por Ormuz, além de grande parte do gás exportado pelo Catar, o que faz com que qualquer conflito na região impacte os preços da energia e os mercados globais.
Infográfico – Estreito de Ormuz
Arte/g1
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Fonte: G1

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