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Cuiaba - MT / 9 de julho de 2026 - 14:57

Morre a cantora Bonnie Tyler, aos 75 anos

A cantora britânica Bonnie Tyler morreu, aos 75 anos, na noite desta quarta-feira. Dona de uma das vozes mais marcantes da música pop, ficou conhecida por sucessos como “Total Eclipse of the Heart”, “Holding Out for a Hero”, “It’s a Heartache” e “Lost in France”.

A morte foi confirmada pela família numa rede social da cantora. A artista estava internada ao menos desde o início de maio em Faro, no sul de Portugal, onde ela tinha uma casa. “A família e a equipe de Bonnie têm o coração partido por anunciar que ela morreu inesperadamente no hospital em decorrência da doença pela qual vinha sendo tratada”, diz o comunicado.

A artista havia sido levada ao hospital para uma cirurgia de emergência em razão de uma perfuração no intestino há dois meses, chegou a ser posta em coma induzido, do qual acordou em junho, mas permaneceu em tratamento intensivo, em condição grave, até o momento.

Tyler ficou conhecida por sua característica voz rouca, particularidade adquirida após uma cirurgia para remover nódulos das cordas vocais, em 1977. Orientada a manter repouso vocal, a artista acabou gritando durante uma discussão, o que alterou para sempre o seu timbre —não por acaso, ela tinha entre seus ídolos outras divas de voz pedregosa, como Janis Joplin e Tina Turner. O penteado eriçado era outra marca registrada da artista na época em que explodiu nas paradas musicais.

Seu grande reconhecimento internacional veio em 1983 com “Total Eclipse of the Heart”, composta por Jim Steinman. No auge da era MTV, a música liderou as paradas no Reino Unido e nos Estados Unidos, rendeu à cantora uma indicação ao Grammy e ultrapassou 1 bilhão de reproduções no Spotify. No ano seguinte, ela lançou “Holding Out for a Hero”, outro grande sucesso que se tornou presença frequente em filmes, séries de TV e campanhas publicitárias.

Ao longo da vida, Tyler foi indicada três vezes ao Grammy, a maior láurea da indústria musical no mundo. “Holding Out for a Hero”, um de seus primeiros hits, está na trilha sonora de “Footloose – Ritmo Louco”, filme de 1984 com Kevin Bacon liderando o elenco. “Here She Comes”, outro sucesso da artista que rendeu uma de suas menções no Grammy, aparece ainda na versão do clássico “Metrópolis”, de Fritz Lang, restaurada por Giorgio Moroder em 1985.

Ainda na década de 1980, Bonnie Tyler gravou um dueto com o brasileiro Fábio Júnior, “Sem Limites para Sonhar”, versão em português de “Reaching for the Inifinity Heart”. A faixa chegou a ter um clipe exibido no Fantástico, da TV Globo, e liderou as paradas em 1987.

No Brasil, seu clássico “Total Eclipse of the Heart” também permaneceu firme na cultura pop, aparecendo em cenas de filmes recentes realizados no país, como “Deserto Particular”, obra de Aly Muritiba lançada há cinco anos, e “Eduardo e Mônica”, de René Sampaio, que estreou em 2020.

Nascida Gaynor Hopkins, em 1951, em Skewen, no País de Gales, no Reino Unido, Bonnie Tyler, que era filha de um mineiro de carvão, iniciou a carreira como “backing vocal” antes de lançar seus primeiros álbuns na década de 1970. Seu sucesso comercial ganhou força quando passou a trabalhar com Steinman, compositor das faixas do álbum “Bat Out of Hell”, do músico Meat Loaf, entre elas “Paradise by the Dashboard Light” e “Two Out of Three Ain’t Bad”.

“Total Eclipse of the Heart”, que acabou se tornando um clássico na voz de Bonnie Tyler, havia sido escrita para um musical nunca produzido sobre o vampiro Nosferatu, com inspiração confessa no compositor alemão Richard Wagner, e depois pensada para a voz do cantor americano até explodir nas paradas com a britânica. O clipe da canção, exibido à exaustão na MTV, também se tornou um clássico, com o coro de meninos de absurdos olhos brilhantes. A revista Rolling Stone pôs a faixa entre as 200 músicas mais importantes da história num ranking de 2023.

Nas últimas décadas, a cantora manteve forte popularidade em países como Noruega, Áustria e França. Em 2013, representou o Reino Unido no festival Eurovision, com a canção “Believe in Me”, de seu 16º álbum, “Rocks and Honey”. Quase dez anos depois, em 2022, foi nomeada Membro da Ordem do Império Britânico pelos serviços prestados à música.

Casada desde 1973 com o empresário Robert Sullivan, seu primeiro namorado, Bonnie Tyler não teve filhos. O casal permaneceu junto por mais de cinco décadas.

noticia por : UOL

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