Os EUA anunciaram neste sábado (5) que revogarão todos os vistos de pessoas que têm o passaporte do Sudão do Sul. Segundo a Casa Branca, a medida se dá em meio à recusa do país em aceitar o retorno de seus cidadãos repatriados.
É a primeira medida de revogação para todos os detentores de passaporte de um só país desde o início do governo Trump, que tem adotado medidas rigorosas para reforçar a fiscalização da imigração.
O governo americano já havia alertado que países que não aceitassem prontamente o retorno de seus cidadãos poderiam enfrentar consequências, como sanções de visto ou tarifas.
O Sudão do Sul deixou de respeitar o princípio de que todo país deve aceitar o retorno de seus cidadãos de forma oportuna quando outro país, incluindo os EUA, busca deportá-los, afirmou o secretário de Estado Marco Rubio em comunicado.
“O Departamento de Estado dos EUA está tomando medidas para revogar todos os vistos de portadores de passaporte do Sudão do Sul e impedir novas emissões, de modo a barrar a entrada desses cidadãos nos Estados Unidos,” disse Rubio.
“Estaremos preparados para revisar essas ações quando o Sudão do Sul estiver em plena cooperação,” declarou.
Rubio também afirmou que chegou a hora de o governo de transição do Sudão do Sul “parar de se aproveitar dos Estados Unidos.”
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A embaixada sul-sudanesa em Washington não respondeu a contato feito pela agência Reuters.
Mediadores da União Africana chegaram nesta semana à capital do Sudão do Sul, Juba, para realizar negociações com o objetivo de evitar uma nova guerra civil, após o primeiro vice-presidente Riek Machar ter sido colocado em prisão domiciliar na semana passada.
O governo do presidente Salva Kiir acusa Machar —um rival de longa data que liderou forças rebeldes durante a guerra civil de 2013 a 2018, que matou centenas de milhares— de tentar incitar uma nova rebelião.
A detenção de Machar ocorreu após semanas de confrontos no estado do Alto Nilo, no norte do país, entre o Exército e a milícia White Army. As forças de Machar foram aliadas da White Army durante a guerra civil, mas negam vínculos atualmente.
A guerra foi travada, em grande parte, por divisões étnicas: combatentes da etnia dinka —maioria no país— apoiaram Kiir, enquanto os da etnia nuer —a segunda maior— se alinharam com Machar.
noticia por : UOL