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Cuiaba - MT / 20 de julho de 2026 - 19:23

EUA anunciam nova onda de ataques contra o Irã após morte de militares


Explosão em ataque no Irã em 18 de julho, segundo o Centcom
Centcom/Reuters
O Comando Central das Forças Armadas do EUA (Centcom) realizou uma nova onda de ataques contra o Irã na noite deste domingo (19), pela nono dia consecutivo. Os ataques ocorrem após a morte de três militares americanos no conflito nos últimos dias. Segundo a Centcom, a ofensiva mira a força militar iraniana.
“Os bombardeios continuarão com o objetivo de degradar as capacidades militares iranianas utilizadas em ataques contra embarcações comerciais e marítimos civis que transitam pelo Estreito de Ormuz”, diz o comunicado.
Segundo o jornal The New York Times, os EUA iniciaram o envio de mais aviões de guerra para o Oriente Médio. Isso indica que o conflito pode se intensificar em breve. Posteriormente, Trump falou que o ataque visava homenagear americanos mortos no conflito e que atingiu o país de forma “muito dura”.
A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, citando seus próprios repórteres, afirmou que mísseis americanos atingiram diversas cidades iranianas na madrugada de segunda-feira. Explosões foram ouvidas em Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini, segundo Tasnim.
A Guarda Revolucionária do Irã também anunciou um “ataque surpresa” contra um centro de comando americano na Síria, segundo comunicado divulgado pela agência Irna.
Essa escalada ocorre depois de que dois militares americanos morreram em um ataque do Irã a uma base dos EUA na Jordânia, disse o Centcom no sábado (18). As mortes teriam ocorrido na sexta-feira (17). Um deles é considerado desaparecido.
No sábado, um terceiro militar morreu no norte do Iraque após da detonação controlado de uma munição não detonada. De acordo com o Comando Central das Forças Armadas do EUA, a munição vinha de um “drone iraniano de ataque unidirecional abatido”.
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Um segundo militar ficou ferido e continua recebendo tratamento médico para um ferimento leve. O CentCom não revelou os nomes dos militares mortos e feridos.
Neste domingo, após uma busca minuciosa, militares encontraram restos mortais não identificados no local dos ataques na Jordânia. O exame para verificar a identidade dos restos mortais ainda está em andamento.
O presidente Donald Trump lamentou as mortes, em entrevista à NewsNation: “Muito triste. Odiamos ver isso acontecer. É em serviço ao nosso país”.
Mais cedo no sábado, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, fez um apelo à unidade nacional diante do retorno das agressões mútuas entre Washington e Teerã.
Na sexta-feira à noite, a Guarda Revolucionária afirmou ter destruído ao menos dois caças americanos e outras três aeronaves durante um ataque com mísseis e drones contra a base americana de Al Azraq, na Jordânia.
Segudo o jornal “The New York Times”, o ataque à Jordânia danificou vários helicópteros das Forças Armadas dos EUA, incluindo modelos de combate como os Black Hawks.
Desde o início da guerra, 16 militares dos EUA foram mortos e mais de 430 ficaram feridos.
“Em 17 de julho, dois membros das forças armadas dos EUA na Jordânia foram mortos em ação enquanto o Comando Central dos EUA (CENTCOM) e forças parceiras se defendiam contra ataques com mísseis balísticos iranianos e drones. Além disso, um membro das forças armadas está atualmente desaparecido em ação”, diz o comunicado do Comando Central (CentCom).
“Quatro membros das forças armadas americanas foram levados para hospitais jordanianos. Eles já foram liberados desde então. Outros militares que foram avaliados por ferimentos leves retornaram ao serviço”, afirma a nota.
Vídeo mostra momento em que mísseis caem em base militar dos EUA na Jordânia, diz agência
Escalada militar
Teerã e Washington vêm realizando uma escalada militar desde o naufrágio do acordo de cessar-fogo assinado entre os dois países em junho.
O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou neste sábado nas redes sociais que os Estados Unidos voltaram a descumprir compromissos assumidos no acordo de paz durante a guerra no Oriente Médio e disse que a assinatura de um presidente americano “não tem valor nem credibilidade”.
“A repetida violação dos compromissos do Grande Satã em relação ao acordo, mais uma vez, revelou a verdade: a assinatura do presidente dos Estados Unidos tem tão pouco valor e credibilidade quanto as palavras e a conduta enganosas, traiçoeiras e brutais do regime americano”, diz a publicação.
Teerã anunciou também neste sábado que estava suspendendo os compromissos assumidos pelos termos do cessar-fogo de junho.
Uma mulher caminha ao lado de um outdoor que retrata o presidente dos EUA, Donald Trump, em um caixão, em Teerã.
West Asia News Agency via Reuters
Enquanto isso, os confrontos continuam. O Centcom informou que realizou, pela sétima noite consecutiva, ataques contra instalações de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e capacidades marítimas iranianas.
Segundo a mídia estatal iraniana, bombardeios americanos atingiram usinas elétricas e instalações de dessalinização na província de Hormozgan, no sul do país.
A agência IRNA afirmou que uma usina de dessalinização foi destruída, interrompendo o abastecimento de água para cerca de 10 mil pessoas, enquanto outra foi danificada na estratégica ilha de Qeshm, localizada no Estreito de Ormuz.
Imagem divulgada nas redes sociais em 18 de julho de 2026 mostra uma densa coluna de fumaça negra e chamas sobre a cidade de Mangaf, ao sul da Cidade do Kuwait.
AFP
Em resposta, o Irã lançou novos ataques contra aliados de Washington no Golfo neste sábado.
O Kuwait foi alvo de ataques contínuos. Uma usina de dessalinização foi atingida, e as operações no Aeroporto Internacional do Kuwait foram suspensas devido a sucessivas ameaças de mísseis e drones.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e destruído uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, ambas no Kuwait.
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Fonte: G1

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