A ameaça refletiu um anúncio em março de que os EUA aplicariam tarifas sobre os compradores de petróleo venezuelano sancionado. Nenhuma dessas tarifas foi imposta desde então, embora as exportações de petróleo da Venezuela tenham aumentado.
“Achamos que as tarifas secundárias podem ser um instrumento contundente demais para o governo usar” contra a Rússia, disse Fernando Ferreira, diretor do serviço de risco geopolítico da consultoria Rapidan Energy Group.
“Se você estiver disposto a adotar a opção nuclear, retirando mais de 4,5 milhões de barris por dia do mercado, e estiver disposto a cortar os laços comerciais com outros países porque eles estão importando petróleo russo, você correrá o risco de picos maciços no preço do petróleo e um colapso da economia global.”
Clay Seigle, membro graduado e presidente da cadeira James Schlesinger de energia e geopolítica do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, disse que se a tarifa de 100% for totalmente aplicada aos países que recebem barris russos, ela tem o potencial de cortar o fornecimento global e elevar os preços.
Analistas e operadores estão profundamente céticos quanto à possibilidade de Trump permitir que isso aconteça por dois motivos, disse Seigle. “Primeiro, ele é muito sensível à alta dos preços do petróleo e vai querer evitar esse resultado.”
Em segundo lugar, Trump prefere consumar acordos bilaterais em vez de aderir a fórmulas rígidas que o deixariam de mãos atadas nas negociações.
noticia por : UOL





