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Cuiaba - MT / 6 de março de 2026 - 4:27

DENÚNCIA!! Juízes brasileiros vivem em estado de penúria

Não sei se vocês chegaram a ver isso, mas a ex-juíza e presidente da Associação Brasileira dos Magistrados do Trabalho (ABMT), Cláudia Márcia de Carvalho Soares, saiu em defesa dos penduricalhos dos juízes e, com os olhos marejados (suponho), denunciou: os juízes da primeira instância “não tem água nem café”.

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Que dó, gente! Ao ouvir essas palavras, esse verdadeiro apelo, peguei meu telefone para ligar para alguns juízes amigos e perguntar se eles estão precisando de alguma coisa. Vai que. A primeira com quem falei foi a juíza Denise Drechsel, da Câmara Cível Far-se-á Justiça. Aos prantos, ela confessou que há anos passa dificuldades e que ultimamente não tem dinheiro nem para comprar um louboutinzinho.

“Se for para virar classe média, não vale a pena”

“Além disso, o caviar aqui da repartição é nacional, acredita? É, aquele feito de tainha. Pensa que é fácil? Tem juiz que não aguenta. Tanto que eu tenho um amigo que está usando o auxílio-paletó para pagar analista”, contou ela. O amigo a que se referia era o juiz André Teixeira da Silva Pugliesi, da 1ª Vara Atlética de Querelas Esportivas e Distribuição de Água Potável. Conversei com ele também. E me compadeci, como você há de se compadecer, com o estado de penúria dele.

“Só te digo uma coisa, Paulo: Patek Philippe. Tá me entendendo? Antes eu comprava um ou dois por ano. Agora… Se a coisa continuar assim, daqui a pouco vou ter que usar Rolex”, contou ele, aos prantos. Prantos de água Evian, mas ainda assim prantos. O exmo. André disse ainda que pretende se aposentar assim que completar os 50 anos. “Não aguento mais e, se for para virar classe média, não vale a pena”, declarou.

Bem-vinda a este mundo louco, Laura!

Mas o estado mais lastimável é o do juiz Gabriel de Arruda Castro, do Juizado Especial Nilton Santos de Direito de Família Numerosa. Ele que, aliás, virou papai de novo. Parabéns para o Gabriel e seja bem-vinda a este mundo muito louco, Laura!

O Gabriel que, com a chegada da quarta pequena, está preocupadíssimo com a possibilidade de ter de abandonar as fraldas de seda italiana – uma tradição sofisticada da família e que remonta à época dos bandeirantes. “A coisa tá tão feia que o vale-charuto só deu pra comprar uma caixa de Cohiba. Que vergonha, meu Deus”, disse ele, que só fuma Gurkha Royal Courtesan.

Se eu pudesse, dava mais

Por fim, conversei com o juiz Sílvio Ribas, da 13ª Vara de Trocadilhos Ruins, e dele ouvi a mesma lamúria e fiquei sabendo da mesma tragédia. “Estou tão desesperado que, outro dia, me passou pela cabeça pedir empréstimo consignado para comprar o novo Bentley”, contou, entre soluços.

Como sou humano e fiquei com pena dos magistrados, com seus parcos salários e parquíssimos penduricalhos, seus privilégios insuficientes e suas exaustivas jornadas de trabalho, não hesitei. Usei o dinheiro que o PT me pagou para falar da família Bolsonaro e fiz um pix para o amigo. “Cem mil reais? Obrigado, mas isso não paga nem o chaveiro do Bentley”, disse ele. Que pena. Se eu pudesse, dava mais.

noticia por : Gazeta do Povo

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