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Cuiaba - MT / 6 de março de 2026 - 19:29

Companhias aéreas do Golfo retomam voos, mas mísseis alimentam incertezas

As companhias aéreas dos Emirados Árabes Unidos retomaram voos para algumas importantes cidades do mundo nesta sexta-feira (6), apesar das tensões locais permeneceram altas com a guerra no Oriente Médio.

Na quinta-feira (5), um voo de repatriação da Air France, fretado pelo governo, foi forçado a voltar devido a disparos de mísseis na região.

A eclosão da guerra entre EUA e Israel contra o Irã tem provocado cancelamento de voos em todo Oriente Médio, levando companhias aéreas e governos a se esforçarem para apoiar passageiros retidos.

Enquanto isso, as ações das companhias aéreas, da Nova Zelândia ao Japão, caíam à medida que o conflito eleva os preços dos combustíveis.

Os passageiros têm desembolsado grandes somas para sair do Oriente Médio, e alguns que conseguiram voltar de Omã em voo comercial na quinta-feira disseram que foi um “caos absoluto” encontrar o caminho de volta para casa a partir de Dubai.

Com a maior parte do espaço aéreo da região ainda fechado devido a preocupações com mísseis e drones, as autoridades estão organizando voos fretados e garantindo assentos em serviços comerciais para retirar milhares de viajantes.

Mas a interrupção do voo da Air France para trazer os cidadãos franceses de volta dos Emirados Árabes Unidos na quinta-feira “reflete a instabilidade na região e a complexidade das operações de repatriação”, disse o ministro dos Transportes da França, Philippe Tabarot.

O primeiro voo britânico de repatriação de Omã aterrissou no aeroporto Stansted, em Londres, na madrugada de sexta-feira, depois de ter sido reprogramado devido a problemas operacionais, incluindo atrasos no embarque de passageiros.

Na Polônia, o primeiro grupo de cidadãos retirados por transporte aéreo militar também chegou em casa na sexta-feira, informou o comando operacional das Forças Armadas Polonesas, enquanto o Ministério das Relações Exteriores de Portugal disse que um voo fretado transportando 139 cidadãos portugueses e oito estrangeiros deveria pousar em Lisboa.

COMPANHIAS VEEM INCERTEZAS, MAS ESPERAM NORMALIZAÇÃO

Com o conflito dando poucos sinais de abrandamento, dificuldades mais amplas na aviação e na carga aérea pareciam destinadas a se prolongar.

Na sexta-feira, a Lufthansa sinalizou uma perspectiva incerta devido à geopolítica, apesar dos resultados melhores do que o esperado. “A guerra no Oriente Médio prova, mais uma vez, como o tráfego aéreo está exposto e como permanece vulnerável”, disse seu presidente-executivo, Carsten Spohr.

Um dos voos da companhia aérea para Riad, capital da Arábia Saudita, foi forçado na sexta-feira a desviar para o Cairo, no Egito, devido à situação de segurança regional.

Um porta-voz da Emirates afirmou nesta sexta que a empresa espera retornar a 100% de sua rede nos próximos dias, dependendo da disponibilidade do espaço aéreo e do cumprimento de todos os requisitos operacionais.

Juntas, Emirates, Catar Airways e Etihad normalmente transportam cerca de um terço dos passageiros da Europa para a Ásia e mais da metade de todos os passageiros da Europa para Austrália, Nova Zelândia e ilhas próximas do Pacífico, de acordo com dados da Cirium.

noticia por : UOL

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