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Cuiaba - MT / 24 de julho de 2026 - 8:13

Câmara de Comércio dos EUA diz que nova tarifa dos EUA atinge 3 mil produtos brasileiros


EUA anunciam sobretaxa de 12,5% para o Brasil
A Câmara de Comércio dos Estados Unidos e a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil) divulgaram uma nota nesta quinta-feira (23) afirmando que a nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos, sob a justificativa de falhas na proibição e fiscalização da importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, “agrava as condições de acesso das exportações brasileiras ao mercado norte-americano”.
Segundo a Amcham, a medida atingirá cerca de 3 mil produtos brasileiros, que somam US$ 12,5 bilhões em exportações anuais para os EUA.
“Para 85,3% dessas vendas, equivalentes a US$ 10,7 bilhões, seus efeitos serão cumulativos com as tarifas de 25% anunciadas na semana anterior, resultando em sobretaxas de 37,5% — um dos níveis mais elevados aplicados pelos Estados Unidos a seus parceiros comerciais”.
A entidade afirma ainda que o cenário compromete a competitividade das exportações brasileiras para os EUA e poderá elevar os custos para empresas e consumidores norte-americanos, além de “fragilizar cadeias produtivas integradas entre os dois países e afetar os investimentos bilaterais”.
“A nova tarifa amplia os impactos negativos sobre as exportações brasileiras, com diversos setores sujeitos a sobretaxas expressivas de 37,5%. A reversão desse cenário passa necessariamente pela retomada das negociações entre os dois governos. O entendimento bilateral é o caminho mais eficaz para atender aos interesses de ambos os lados”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.
Nova taxação dos EUA
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. As alíquotas variam entre 10% e 12,5% e entram em vigor às 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington.
Segundo o governo americano, a decisão é resultado de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. A apuração concluiu que esses países adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
O governo americano adotou dois tipos de tarifas:
Países que adotaram medidas para proibir essa prática estarão sujeitos à tarifa de 10%.
Aqueles que não implementaram essas restrições foram enquadrados na alíquota de 12,5% — caso do Brasil.
Mais uma vez, porém, os principais produtos da pauta exportadora brasileira ficaram de fora da medida, pois estão na extensa lista de exceções definida pelo USTR. Ao todo, são mais de 2 mil itens que não serão taxados para nenhuma das economias. (veja aqui a lista de produtos isentos)
Segundo o relatório divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) no início de julho, essa prática foi considerada “irracional” e prejudica o comércio americano ao criar condições de concorrência consideradas desleais para empresas e trabalhadores dos EUA.
🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil pode passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.
Brasil deve ser o país mais beneficiado pelas mudanças nas tarifas americanas
Jornal Nacional/ Reprodução
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Fonte: G1

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