O presidente também está pressionado por um aumento da inflação, que disparou em maio para mais de 18% interanual, o maior índice registrado nos últimos 17 anos, assim como uma marcada escassez de combustíveis e dólares.
A escassez motivou protestos sociais e, nas últimas duas semanas, bloqueios de vias promovidos por Morales, ex-aliado de Arce.
Atualmente há 1,8 bilhão de dólares (9,9 bilhões de reais) em solicitações de fundos internacionais que até agora não foram discutidos pelos legisladores.
O país precisa até dezembro de 2,6 bilhões de dólares (14,2 bilhões de reais) para a importação de combustíveis e o pagamento da dívida externa.
“Estamos fazendo o pior negócio como país. Porque quando se tem dívida externa, paga-se capital e juros” ao credor, e essa saída de dólares “é compensada pela entrada de novos desembolsos” provenientes de novas dívidas, o que não está acontecendo agora, explicou.
A Bolívia quase esgotou suas reservas internacionais líquidas para sustentar sua política de subsídios aos combustíveis, que importa a preço internacional e vende subsidiados internamente.
noticia por : UOL





