Segundo uma fonte não independentista, o corpo eleitoral local estará aberto a pessoas que residam no arquipélago há menos de dez anos, a partir das eleições provinciais de 2031. A reforma do corpo eleitoral levou a graves distúrbios em maio de 2024, que deixaram 14 mortos.
O arquipélago manterá “um status dentro da França, com os caledônios permanecendo franceses”, destacou o deputado não independentista Nicolas Metzdorf.
Os movimentos políticos locais favoráveis à permanência da Nova Caledônia na França saudaram o acordo em um comunicado, afirmando que “permite o estabelecimento de uma nova era de estabilidade”.
O presidente francês, Emmanuel Macron, saudou um acordo “histórico”, e o ministro dos Territórios Ultramarinos, Manuel Valls, observou que o pacto permite a manutenção dos laços entre Paris e Noumea, com “mais soberania para a Caledônia” e uma base para a “reconstrução política, econômica e social”.
Na mesma linha, o primeiro-ministro francês, François Bayrou, expressou seu “orgulho” neste sábado por “um acordo que faz jus à história”.
O “esboço do acordo”, assinado por Manuel Valls e 18 delegados que representam as forças políticas do Congresso da Nova Caledônia, ainda precisa ser ratificado pelas distintas delegações.
noticia por : UOL





