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Cuiaba - MT / 11 de outubro de 2026 - 21:54

Lula recebeu ajuda de jovens nas ruas; Flávio, de Mendonça e Kassio no TSE

O medo do retorno ao poder de um grupo político de caráter abertamente autoritário (o mesmo que articulou e tentou executar um golpe de Estado mal-sucedido) foi um dos motores que empurraram jovens, militantes de esquerda e outros grupos preocupado com a democracia para a avenida. Muitos entenderam o tamanho do risco e decidiram compensar os tropeços da campanha e os erros cometidos pelo próprio Lula. Em bom português: os jovens cansaram de esperar e tomaram as rédeas de acontecimentos nas ruas e nas redes.

E enquanto a campanha do petista encontrava oxigênio popular na maior cidade do país, a de Flávio Bolsonaro encontrava socorro nas salas do Tribunal Superior Eleitoral.

As decisões tomadas neste domingo pelos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, nomes indicados por Jair Bolsonaro ao STF, vêm sendo recebidas com desconfiança e mal-estar por seus próprios pares na Corte, como apontou apuração de Pepita Ortega, no jornal O Globo. A cúpula do tribunal tem demonstrado celeridade para acolher pedidos que desidratam a campanha de Lula, enquanto adota uma lentidão diante de irregularidades que beneficiam Flávio.

O caso protagonizado pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, escancarou esse abismo de critérios. Em menos de 24 horas após receber uma petição da campanha de Flávio, o ministro mandou censurar o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, gerido pelo deputado André Janones. A canetada foi tratada nos bastidores da Corte como um “atropelo desnecessário” e uma usurpação direta da competência do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.

Ele já havia despachado sobre o caso, fixando prazo para coleta de informações antes de qualquer medida drástica. Kassio ignorou o rito, pulou etapas e acolheu o pedido do senador de forma monocrática e sumária. O gesto soma-se à decisão recente de suspender três julgamentos no plenário virtual no exato momento em que Flávio acumulava maioria desfavorável.

Horas depois, o ministro Cueva restabeleceu o canal de WhatsApp. O corregedor-geral eleitoral não aceitou ser atropelado, mesmo que pelo presidente da corte. Mas a movimentação serviu para jogar luz sobre as reais intenções de Kassio Nunes Marques.

noticia por : UOL

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Cuiaba - MT / 11 de outubro de 2026 - 21:54

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