
Protestos de estudantes na França pressionam governo
Um estudante de 15 anos teve a mão arrancada nesta segunda-feira (5) em Lens, no norte da França, durante protestos estudantis que tomaram o país europeu nos últimos dias, afirmou o governo local.
A mão do estudante foi arrancada após ele pegar uma granada de efeito moral da polícia, que explodiu quando ele tentava arremessá-la de volta na direção dos agentes, afirmou à agência de notícias AFP uma fonte ligada ao sindicato dos policiais.
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Segundo o governo local, o jovem participava de um protesto estudantil contra as condições precárias e a falta de funcionários nas escolas francesas. Protestos como esse vêm ocorrendo por toda a França há algumas dias, o que causou uma crise política no país (leia mais abaixo).
“Lamento que tivemos um estudante do Ensino Médio que ficou gravemente ferido durante uma manifestação. O estudante, de 15 anos, teve a mão arrancada. Felizmente, a vida desse estudante não está em risco. Nós o transferimos muito rapidamente para Lille, para um hospital que tinha condições de recebê-lo. Mas, enfim, é um fato muito grave”, afirmou à imprensa o governador do estado de Pas-de-Calais, François-Xavier Lauch.
Segundo o jornal francês “La Voix du Nord”, o governo local abriu uma investigação sobre o incidente.
A polícia francesa não havia se manifestado de forma oficial sobre o incidente até a última atualização desta reportagem.
Crise na França
Alunos da França fazem protestos com foto em Saint-Denis, próximo a Paris.
Abdul Saboor/Reuters
Os protestos estudantis começaram em setembro na região de Paris e rapidamente se espalharam por todo o país entre os alunos.
Os manifestantes reclamam de jornadas excessivamente longas, de condições inadequadas nas salas de aula (quentes demais no verão, por exemplo) e de ausências excessivas de professores. Entenda a comparação com a situação do Brasil.
Os protestos se tornaram violentas e diversos confrontos entre manifestantes e policiais foram registrados. Milhares de estudantes foram detidos pela polícia e centenas de escolas estão fechadas desde o início do movimento.
Durante os protestos, os estudantes bloquearam os acessos às escolas e protagonizaram, em algumas ocasiões, confrontos com a polícia que resultaram em imagens de barricadas em chamas e veículos incendiados.
O chefe da polícia de Paris afirmou durante o fim de semana que os protestos estudantis na capital francesa estavam “fora de controle”.
Os amplos protestos causaram uma crise política para o governo de Emmanuel Macron. A mídia francesa afirmou que o presidente estaria “apavorado” com a crise. Oficialmente, Macron reconhece que as reivindicações do movimento são legítimas, mas a violência, não.
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Fonte: G1






