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Cuiaba - MT / 23 de setembro de 2026 - 18:50

Família de fundador da H&M amplia participação e aumenta suspeita de fechamento de capital


Estocolmo e Londres

| Reuters
A família bilionária por trás da varejista H&M vem aumentando discretamente sua participação na empresa, alimentando especulações de que poderia fechar o capital da companhia de moda, já que os esforços do CEO, Daniel Erver, para reverter a situação ainda não conseguiram impulsionar as ações nem elevar significativamente as vendas.

A holding Ramsbury Invest, controlada principalmente por Stefan Persson, o homem mais rico da Suécia, comprou um total de 36,8 milhões de ações da H&M neste ano, segundo documentos regulatórios. Stefan Persson é filho do fundador da H&M, Erling Persson, e pai do presidente do conselho, Karl-Johan Persson.

A família e entidades relacionadas detinham mais de 68% das ações da H&M no fim de agosto, segundo o site da empresa, ante 49,5% no início de 2021.

Fachada iluminada da loja H&M com logo vermelho no topo. Pessoas e manequins visíveis dentro da loja, com roupas expostas. Silhueta de uma pessoa caminhando em frente à entrada de vidro.

Loja da H&M em Pequim


Adek Berry – 24.jul.26/AFP

“É muito difícil interpretar isso de outra forma que não seja a de que a estratégia deles é retirar lentamente a empresa da Bolsa”, comentou Sverre Linton, diretor jurídico da Associação Sueca de Acionistas, que representa pequenos investidores. “Pode-se chamar isso de a mais lenta retirada de Bolsa da Suécia.”

Pelas regras suecas, acionistas que detenham 90% de uma empresa podem obrigar a compra das ações restantes.

Os acionistas minoritários seriam mais bem atendidos por uma recuperação bem-sucedida que elevasse o preço das ações da H&M ou por uma oferta “razoável” em dinheiro da família Persson, afirmou Linton. “Acredito que há muitos acionistas dispostos a aceitar uma oferta desse tipo neste momento”, disse.

Adam Cochrane, analista do Deutsche Bank, espera que a família feche o capital da H&M até 2030.

A H&M encaminhou as perguntas sobre as compras de ações à Ramsbury Invest, cuja assessoria de imprensa se recusou a comentar eventuais planos de fechar o capital da empresa, limitando-se a dizer: “A família Persson acredita na empresa, é uma acionista de longo prazo e, historicamente, tem ampliado sua participação ao longo do tempo.”

PRESA NO MEIO

A H&M tem enfrentado dificuldades para aumentar as vendas, à medida que os consumidores reduziram os gastos e a concorrência se intensificou, tanto por parte de varejistas online com preços ultrabaixos, como a Shein, quanto da Inditex, dona da Zara. As ações perderam mais de 50% de seu valor desde o pico de 2015.

Erver assumiu o cargo de CEO em janeiro de 2024 com a missão de melhorar a rentabilidade e fortalecer a marca, mas ainda não conseguiu reacender o crescimento das vendas.

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As vendas caíram 1% no primeiro trimestre e ficaram estáveis no segundo. Analistas esperam apenas um crescimento modesto no terceiro trimestre, cujos resultados a H&M divulgará na quinta-feira (24).

“Talvez a família sinta que recebe uma reação tão negativa dos mercados que seria melhor simplesmente ficar fora da Bolsa; assim, poderia seguir em frente com estratégias de prazo muito mais longo”, declarou Peter Magnusson, gestor de portfólio da Cicero Fonder, em Estocolmo, que também espera que a família Persson feche o capital da H&M.

noticia por : UOL

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