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Cuiaba - MT / 14 de agosto de 2026 - 14:17

Falas de Wagner Moura e Nando Reis mostram a crise do “wokismo”

Pode ser coincidência? Pode, mas as recentes declarações do cantor Nando Reis e do ator Wagner Moura também podem significar mais do que isso.

Ao anunciar que deixará de falar de política depois de sofrer prejuízos comerciais e boicotes, Nando Reis afirmou ao UOL: “Isso é completamente inútil. Ficar falando com quem não quer ouvir”. Não, Nando Reis não falava ao espelho.

Poucos dias depois, em entrevista a Pedro Bial gravada em Atenas, Wagner Moura também verbalizou seu cansaço por ser tão odiado e foi além, classificando os exageros do identitarismo como “fascismo de esquerda”, ao mesmo tempo em que reafirmou querer dialogar com a direita e criticou a polarização como “a maior ameaça” à democracia. Não, você não leu errado, ele disse isso mesmo.

É claro que o recuo dessas duas celebridades do progressismo brasileiro não representa um abandono de suas convicções; é apenas algo estratégico. E ainda que não seja coordenada, as falas não deixam de ser um reflexo local de um movimento que vem redesenhando a esquerda ocidental.