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Cuiaba - MT / 2 de agosto de 2026 - 17:27

Campanha Nacional de Multivacinação começa nesta segunda-feira (3)

Começa nesta segunda-feira (3) a Campanha Nacional de Multivacinação, voltada a crianças e adolescentes até 14 anos, 11 meses e 29 dias. A ação, que se estenderá até 1º de setembro, terá o Dia D de mobilização em 22 de agosto, um sábado, quando postos de saúde estarão abertos.

Em 2025, a campanha aconteceu em outubro. Neste ano, a antecipação se deve ao período eleitoral.

Serão ofertados em todo o país os imunizantes BCG, DTP, pentavalente, tríplice viral, poliomielite inativada, pneumocócica 20, meningocócica C, meningocócica ACWY, além daqueles que protegem contra hepatite A, hepatite B, rotavírus, influenza, coronavírus, febre amarela, varicela e HPV.

Novo reforço da poliomielite

A partir de 3 de agosto, o Ministério da Saúde adotará o segundo reforço contra a poliomielite, para crianças de quatro anos, com a VIP (Vacina Inativada Poliomielite), aplicada por meio de injeção intramuscular.

Esse imunizante passou a ser usado no Brasil em novembro de 2024, substituindo a VOP (Vacina Oral Poliomielite), a “gotinha“.

O calendário atual de vacinação contra a poliomielite é composto por três doses da VIP, administradas aos 2, 4 e 6 meses, além dos dois reforços, aos 15 meses e 4 anos —somente com a vacina inativada.

O estado de São Paulo também fará a atualização do esquema vacinal contra a pólio de crianças de até 6 anos, 11 meses e 29 dias.

Segundo a Secretaria da Saúde, o objetivo é chegar a quem possui esquema incompleto ou em atraso. Para a população nesta faixa etária que recebeu as três doses do esquema básico, será realizada a dose de reforço dentro de um intervalo de seis meses da última aplicação.

A substituição da vacina oral pela injetável acompanha as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) para a fase final da erradicação global da poliomielite. Como utiliza vírus inativados, a VIP oferece maior segurança, elimina o risco de poliovírus derivado da vacina e mantém elevada proteção contra a doença.

Na capital paulista, a cobertura vacinal contra a poliomielite é de 106,95%. No estado, alcançava, em maio, 75,49% da população. A meta é imunizar ao menos 95% do público-alvo.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a poliomielite, uma doença viral altamente contagiosa, transmitida principalmente pela via fecal-oral. Pode atingir o sistema nervoso, provocar paralisia permanente, principalmente dos membros inferiores, e evoluir para óbito. Não existe tratamento específico.

O último caso de infecção pelo poliovírus no Brasil ocorreu em 1989, segundo o Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Em 1994, o país recebeu a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem.

Na capital paulista, os imunizantes estão disponíveis em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados nas AMAs/UBSs Integradas, no mesmo horário. Os munícipes podem consultar a unidade mais próxima de sua residência por meio da plataforma Busca Saúde.

Sarampo

De 3 de agosto a 1º de setembro, São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo deverão vacinar as todas pessoas de 6 meses a 59 anos contra o sarampo de forma indiscriminada —ou seja, independentemente de terem sido vacinadas antes. Não será necessário comprovar histórico vacinal anterior.

A recomendação de dose zero para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias permanece nos três municípios.

O sarampo é uma doença viral extremamente contagiosa. É transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele.

No estado há 15 casos confirmados de sarampo: 12 em São Paulo, um em Guarulhos e dois em São Bernardo do Campo.

As cidades são particularmente vulneráveis à transmissão do vírus, um dos mais contagiosos que existem, devido à alta densidade populacional, intensa circulação diária entre cidades e conexões internacionais.

Quem deve se vacinar contra o sarampo

  • Em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos

Dose zero: crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias.

Qualquer pessoa de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal (até 1º de setembro).

  • Rotina – demais municípios brasileiros

O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde prevê duas doses: a primeira aos 12 meses, com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (que inclui varicela).

Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses independentemente da idade.

noticia por : UOL

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Cuiaba - MT / 2 de agosto de 2026 - 17:27

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