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Cuiaba - MT / 2 de agosto de 2026 - 7:46

Como Lula se tornou o presidente mais antissemita desde Getúlio Vargas

Durante o ano de 1935, mesmo período em que os judeus perderam sua cidadania na Alemanha Nazista após a promulgação das Leis de Nuremberg, o Brasil, à época liderado por Getúlio Vargas, passou a restringir o visto de imigrantes de origem judaica que tentavam fugir do antissemitismo europeu.

Com o início da Segunda Guerra Mundial, Vargas, de início, manteve uma posição de neutralidade, tentando ora sinalizar aos nazistas, ora aos parceiros americanos. Durante esse processo, a medida mais radical adotada por seu governo ocorreu em abril de 1936, quando o Itamaraty permitiu a deportação da grávida judia e comunista Olga Benário para a Alemanha de Hitler, onde, seis anos depois, ela foi assassinada em uma câmara de gás no campo de extermínio de Bernburg.

Passados quase 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial e do Estado Novo, o Brasil volta a escrever uma página sombria na relação com a comunidade judaica nacional e internacional: o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para especialistas, as ações e posicionamentos da atual gestão federal — que vão muito além de legítimas discordâncias com o governo israelense, liderado pelo adversário político Benjamin Netanyahu — têm influenciado negativamente o cotidiano dos judeus conterrâneos e têm aberto margem para uma campanha aberta de antissemitismo por expoentes de extrema-esquerda.