Armado, ele fez reféns a ex-namorada e outros três amigos dela, que estavam reunidos para fazer um trabalho da escola. Em mais de 100 horas de tensão, libertou todos os amigos, mas Nayara Rodrigues voltou ao cativeiro — a polícia, que trabalhava nas negociações, foi bastante criticada por ter permitido o retorno.
Policiais militares do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) invadiram o apartamento, afirmando que ouviram um disparo no local. Em seguida, foram ouvidos mais tiros. Dois deles atingiram Eloá, um na cabeça e outro na virilha, e outro atingiu o nariz de Nayara. Eloá morreu horas depois. Lindemberg foi preso.

O julgamento de Lindemberg aconteceu em 2012. Ele foi condenado por cometer 12 crimes a uma pena de 98 anos e 10 meses de prisão. Em 2013, o TJ-SP reduziu a pena para 39 anos e 3 meses em regime fechado.
Durante o julgamento, Lindemberg confessou que atirou em Eloá. Ele negou que tenha planejado a morte da vítima, que tenha disparado contra um policial que participava das negociações ou que tenha feito os amigos de Eloá reféns — eles teriam ficado por opção, segundo Lindemberg.
Em 2021, a Justiça autorizou Lindemberg a cumprir o resto da pena em regime semiaberto com direito a saídas temporárias. A juíza decidiu que ele mantém bom comportamento na prisão, sem nunca ter registrado infração disciplinar grave. Afirmou também que ele obteve resultados favoráveis nos testes psicológicos e de periculosidade.
noticia por : UOL






