Anúncio

Cuiaba - MT / 9 de junho de 2026 - 10:08

Empresas do agronegócio teriam feito repasses a desembargador investigado por esquema de venda de sentenças

LUÍZA VIEIRA

DO REPÓRTERMT

Empresas do agronegócio mato-grossense estariam por trás de repasses feitos ao desembargador afastado Dirceu dos Santos, novamente investigado pela Polícia Federal. Desta vez, por meio da Operação Gemini, deflagrada nesta segunda-feira (8), que apura um suposto esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

As investigações, que também têm como alvos o deputado estadual Faissal Calil (PL) e o advogado Bruno Castro de Oliveira, tiveram origem em dados extraídos de aparelhos celulares, relatórios de inteligência financeira e no compartilhamento de informações com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Leia mais – PF aponta Faissal como “braço direito” de desembargador afastado do TJ em esquema que movimentou R$ 3,2 milhões

Os desdobramentos da apuração apontaram a existência de repasses sem lastro negocial comprovado, oriundos de empresas do agronegócio envolvidas em litígios agrários que tramitavam no Tribunal de Justiça.

Leia mais – Deputado nega envolvimento em venda de sentenças e afirma que apenas celular foi apreendido pela PF

O aprofundamento da análise bancária também identificou movimentações paralelas, incluindo a circulação de valores em espécie que ultrapassariam R$ 3,2 milhões em depósitos e saques.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre quais empresas do setor estariam envolvidas no suposto esquema.

Leia mais – Entenda como desembargador Dirceu dos Santos e deputado Faissal usavam imóveis e transações atípicas para ocultar propina

Dirceu dos Santos já estava afastado do cargo desde março deste ano por determinação do CNJ, em meio às investigações sobre a suposta comercialização de decisões judiciais.

Segundo o Conselho, a quebra dos sigilos bancário e fiscal revelou uma evolução patrimonial incompatível com os rendimentos licitamente auferidos pelo magistrado. Conforme os dados analisados, ele movimentou mais de R$ 14,6 milhões em bens nos últimos cinco anos.

A análise detalhada das declarações de ajuste anual do Imposto de Renda apontou crescimento patrimonial expressivo, especialmente nos anos de 2021, 2022 e 2023, período que coincide com os fatos investigados.

FONTE : ReporterMT

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
Anúncio

Cuiaba - MT / 9 de junho de 2026 - 10:08

LEIA MAIS

Anúncio