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Cuiaba - MT / 5 de junho de 2026 - 17:49

Vereadores denunciam paralisação de usina solar de R$ 10 milhões em Alta Floresta

DO REPÓRTERMT

Um contrato superior a R$ 10 milhões firmado pela Prefeitura de Alta Floresta para a implantação de uma usina de energia solar virou o centro de uma crise política no Legislativo municipal. Os vereadores Darlan Carvalho (PRD), Luciano Silva (PL) e Dida (Cidadania) apresentaram uma denúncia formal ao Ministério Público (MP) apontando que, apesar de a administração municipal já ter repassado cerca de R$ 7,5 milhões à empresa contratada, o sistema fotovoltaico não gerou nenhum resultado prático.

De acordo com os parlamentares, a demora na operação impede o município de obter uma economia mensal de aproximadamente R$ 200 mil nas faturas de energia elétrica da iluminação pública.

Os integrantes do Legislativo realizaram uma vistoria técnica no pátio da Secretaria de Infraestrutura, local onde estão guardados os componentes adquiridos.

Durante a fiscalização, o grupo localizou mais de 1,5 mil painéis solares estocados e manifestou preocupação com as condições do ambiente, que apresenta caixas abertas, fiação danificada e ausência de monitoramento por câmeras ou vigilância apropriada para proteger o patrimônio público.

O impasse na execução do projeto, executado por uma empresa sediada em Goiânia (GO), decorre de um parecer emitido pela Energisa, concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica no estado de Mato Grosso.

A distribuidora emitiu um relatório técnico apontando a impossibilidade de a rede elétrica local absorver a carga que seria gerada pela nova usina fotovoltaica, destacando ainda a falta de previsão para obras estruturais de ampliação da capacidade da rede.

A denúncia dos vereadores enfatiza que, mesmo após a manifestação contrária da concessionária de energia em outubro, a Prefeitura efetuou a liberação de novos pagamentos que somaram R$ 5 milhões em novembro, atingindo o patamar de 75% do valor total do contrato.

Há ainda o questionamento sobre uma provável alteração no escopo da engenharia, uma vez que o plano original previa a montagem das estruturas diretamente no solo e, devido às restrições da rede, estuda-se a transferência das placas para telhados, medida que pode elevar os custos finais da obra por suposta falha de planejamento técnico.

O caso também motivou atritos políticos entre os fiscalizadores e o prefeito Chico Gamba (União), que criticou a postura dos parlamentares durante os atos de vistoria.

Veja o vídeo:

FONTE : ReporterMT

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Cuiaba - MT / 5 de junho de 2026 - 17:49

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