Eles haviam se conhecido o ano passado, mas pedido de namoro só ocorreu no dia 15 de março, sete dias antes do crime. Uma amiga da vítima, em entrevista ao UOL, contou a empresária e estudante Flávia Barros recebeu flores e um anel durante uma viagem.
O Ministério Público também detalhou que o denunciado mantinha uma vida dupla. Ele teria ocultado da vítima o fato de ser legalmente casado e possuir família constituída em outro estado, enquanto publicamente mantinha o relacionamento com Flávia.
Na noite anterior ao crime, durante uma festa em Aracaju com amigos, o agressor demonstrou contrariedade. Ele se retirou do local sozinho e permaneceu na parte externa do hotel aguardando o retorno da namorada. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele tentou contato pelo celular antes de invadir o aposento para cometer o assassinato.
A pena tem que ser rigorosa nesse caso, não só por se tratar de feminicídio, mas um feminicídio com circunstâncias que agravam absolutamente o crime, como o fato dele ser agente da segurança pública, fazer uso de uma arma funcional, por ele ter encurralado a vítima no quarto, atirado nela sem possibilidade de defesa motivado e imbuído com essa questão de gênero.
Luciana Duarte, promotora do MPSE
Em caso de violência, denuncie
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita.
noticia por : UOL






