Lyon Santos
IBGE aponta que programas sociais superam outras fontes de renda em regiões mais vulneráveis do país
Lyon Santos
IBGE aponta que programas sociais superam outras fontes de renda em regiões mais vulneráveis do país
DO REPÓRTERMT
Mais de 19 milhões de brasileiros, o que corresponde a 9,1% da população ou o equivalente a 1 em cada 11, receberam rendimentos de programas sociais do governo, como Bolsa Família e BPC, segundo a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o site Terra, a porcentagem que se refere ao ano de 2025, se manteve abaixo do registrado em 2024, que equivale a 9,2%, mas ainda acima do nível pré-pandemia. Em 2019, 6,3% da população brasileira recebia esse tipo de rendimento, proporção que chegou a 13% em 2020, no auge do auxílio emergencial.
No recorte domiciliar, a proporção de lares com ao menos um beneficiário de programas sociais do governo federal, estadual ou municipal alcançou 22,7% em 2025, números que representam cerca de 18 milhões de domicílios beneficiados. Em relação a 2024, quando havia 23,6% de domicílios abrangidos, 18,2 milhões, nota-se um leve recuo desse percentual.
Em coletiva de imprensa, técnicos do IBGE informaram que um dos motivos que pode explicar a pequena queda no número de beneficiários em 2025 na comparação com 2024 foi a taxa de desemprego, que fechou o ano passado em 5,1%, o menor nível registrado para este período na série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.
Regionalmente, segundo o IBGE, as regiões Nordeste (15,8%) e Norte (13,7%) concentram as maiores proporções de pessoas que recebem rendimentos de programas sociais, com índices acima da média nacional (9,1%). Já no Sul (4,5%), Sudeste (6,0%) e Centro-Oeste (6,9%), os percentuais são menores.
Em 2025, o valor médio dos rendimentos de programas sociais do governo, incluindo programas das esferas federal, estadual e municipal, era de R$ 870, similar ao valor observado em 2024 (R$ 875). A região Sul (R$ 984), mesmo que com menor percentual de beneficiários, registrava o maior valor médio de rendimentos provenientes de programas sociais, ao passo que o Nordeste, o menor valor (R$ 823).
Segundo o IBGE, nessas regiões com maior incidência (Norte e Nordeste), os programas sociais chegam a superar outras fontes de rendimento não oriundas do trabalho, refletindo maior vulnerabilidade socioeconômica.
Entre os rendimentos de outras fontes, os programas sociais aparecem como a segunda principal categoria, atrás apenas de aposentadorias e pensões, que alcançam 13,8% da população.
O IBGE aponta que, em 2025, o Brasil tinha 212,7 milhões de pessoas residentes no País. Desses, 143 milhões tinham algum tipo de rendimento, cerca de 67% da população.
FONTE : ReporterMT







