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Augusto Frederico Ricci Volpato, réu por esquema de R$21 milhões, se livrou da tornozeleira
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Augusto Frederico Ricci Volpato, réu por esquema de R$21 milhões, se livrou da tornozeleira
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
A Justiça de Mato Grosso revogou o monitoramento eletrônico do empresário Augusto Frederico Ricci Volpato por ausência de elementos concretos, atuais e individualizados que justifiquem a manutenção da medida.
Ele é réu por envolvimento no esquema que desviou mais de R$ 21 milhões da Conta Única do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e irmão do também empresário João Gustavo Ricci Volpato, apontado como líder do grupo criminoso.
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Os dois e outros nove investigados foram presos na Operação Sepulcro Caiado, deflagrada pela Polícia Civil em julho do ano passado, e respondem pelos crimes de organização criminosa, estelionato e peculato.
Além de não precisar mais usar tornozeleira eletrônica, Augusto está liberado para se ausentar de Cuiabá sem autorização judicial.
Rodrigo Moreira Marinho, que também é réu no esquema, segue com tornozeleira eletrônica e agora pede a extensão da decisão favorável a Augusto para que suas medidas cautelares também sejam revogadas.
O esquema
De acordo com as investigações, o grupo que desviou mais de R$ 21 milhões da Conta Única do TJMT é composto pelos empresários João Gustavo Ricci Volpato, apontado como líder do esquema, Luiza Rios Ricci Volpato e Augusto Frederico Ricci Volpato; pelos advogados Wagner Vasconcelos de Moraes, Melissa França Praeiro Vasconcelos de Moraes, Themis Lessa da Silva, Régis Poderoso de Souza, Rodrigo Moreira Marinho, João Miguel da Costa Neto e Denise Alonso; e pelo servidor do TJ, Mauro Ferreira Filho.
Eles foram acusados de ajuizar ações de execução utilizando procurações, assinaturas e documentos falsos. Investigações apontam que os advogados atuavam ora como representantes de empresas ou empresários, ora como advogados das vítimas, sem que estas soubessem, já que não haviam contratado os profissionais envolvidos na fraude.
O grupo também simulava o pagamento de dívidas com comprovantes falsificados de depósitos judiciais anexados aos autos dos processos.
Servidores do Tribunal, por sua vez, criavam planilhas falsas que simulavam depósitos na Conta Única do TJMT, o que possibilitava a emissão fraudulenta de alvarás judiciais. Dessa forma, os valores eram transferidos da conta do Tribunal para contas vinculadas aos processos controlados pelo grupo.
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FONTE : ReporterMT







