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Cuiaba - MT / 23 de abril de 2026 - 19:02

Morte de mulher por PM desencadeia protesto na zona leste de São Paulo

Moradores de Cidade Tiradentes, na zona leste da cidade de São Paulo, fecharam vias com barricadas em chamas na noite desta sexta-feira (3) para protestar contra a morte da ajudante-geral Thawanna da Silva Salmázio, 31, provocada por um tiro disparado por uma policial militar que patrulhava o bairro.

Segundo a Polícia Militar, 23 viaturas e 93 policiais foram deslocados para o local da manifestação que teve início no final da tarde e que terminou por volta das 20h. Não houve prisões ou feridos durante os protestos.

Procurada na noite desta sexta-feira, a Secretaria de Segurança Pública da gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não havia comentado até a publicação deste texto.

A ocorrência que desencadeou a revolta no bairro começou ainda na madrugada desta sexta, por volta das 3h.

Na versão contada pelos policiais, Thawanna e seu marido caminhavam na rua e, aparentemente, discutiam. O homem teria se desequilibrado e batido o braço no retrovisor da viatura.

A equipe alega ter retornado para verificar a situação e, então, o casal teria começado a gritar com os policiais. O homem teria desobedecido ordens para se afastar da viatura e, Thawanna, avançado contra a policial Yasmin Cursino Ferreira, que respondeu com um disparo.

A vítima foi levada ao Hospital Santa Marcelina, em Cidade Tiradentes, onde morreu.

Yasmin alega ter utilizado a força para cessar a agressão –Thawanna teria dado tapas no braço e no rosto da policial–, segundo a versão da equipe, registrada no boletim de ocorrência.

Essa versão é contestada pelo marido da vítima, o ajudante Luciano Gonçalves dos Santos, 31. Ele diz que a esposa gritou com os policiais após a viatura ter passado em alta velocidade pela via, quase atingindo o casal.

Santos afirma que a policial desceu da viatura e efetuou o disparo contra sua esposa. Ele também afirmou ter retirado sua blusa para demonstrar que não era uma ameaça, mas, mesmo assim, outros policiais utilizaram spray de pimenta contra ele.

O líder comunitário Erick Levi , 27, diz morar em frente ao trecho da rua em que Thawanna foi baleada e afirma ter testemunhado a discussão. Ele postou um vídeo em seu perfil da rede social Instagram. As imagens mostram uma mulher aparentemente ferida, deitada no asfalto, cercada por policiais.

Ele afirma ter acordado com o barulho de uma perseguição policial e, da laje da cada dele, observado que os policiais jogaram a viatura na direção do casal. Os agentes estariam irritados com provocações feitas por moradores.

Ao descer da viatura,Yasmin teria xingado Thawanna de “vagabunda” e, posteriormente, atingido a vítima com um chute e um murro. Ao reagir dando um um tapa na mão da policial, a moradora recebeu um tiro de pistola, diz Levi.

Colaborou Paulo Eduardo Dias

noticia por : UOL

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Cuiaba - MT / 23 de abril de 2026 - 19:02

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