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Cuiaba - MT / 6 de março de 2026 - 20:40

Após Toffoli deixar relatoria do caso Master, há risco de impeachment?

Lei também prevê investigação contra ministro pelo Supremo. Um artigo da Loman (Lei Orgânica da Magistratura) indica que se “houver indício de crime por parte de magistrado” ou policiais a apuração deve ser remetida a corte. “A investigação de crimes comuns imputados a ministros do STF cabe ao próprio tribunal, mas essa engrenagem só começa a girar por ação da Procuradoria-Geral da República”, afirmou o jurista Rafael Mafei, em coluna na revista Piauí.

Ministro não ser declarado suspeito dificulta situação, apontam advogados. Para eles, o fato de Toffoli ter deixado o caso sem ser reconhecido como suspeito aumenta o risco de um processo de impeachment avançar. “O processo não deveria ter sido retirado [de Toffoli], se não houve o reconhecimento da suspeição”, diz Leonardo Quintiliano, doutor em direito pela USP.

Já para mestre em direito pela Universidade de Harvard, o risco de impeachment diminuiu. “A corte toma para si [ao afastar Toffoli da relatoria], enquanto instituição, a responsabilidade do caso. Preferiram a coesão interna à dignidade”, afirma David Sobreira.

Já para o advogado criminalista Eduardo Maurício, a saída de Toffoli não ajuda nem o prejudica em um eventual pedido de impeachment. “A saída pode reduzir o desgaste político, mas não altera juridicamente a análise sobre eventual crime de responsabilidade”, diz.

Na mira do Senado

As menções a Toffoli encontradas pela PF nos aparelhos de Vorcaro geram pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Como mostrou o UOL, a avaliação de senadores é que a omissão do Congresso ficou inviável após as novas revelações do caso Master e a ligação com Toffoli. Eles também defendem a abertura de uma CPI.

noticia por : UOL

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Cuiaba - MT / 6 de março de 2026 - 20:40

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