O principal assunto que tem tirado o sono de gestores são as ameaças cibernéticas, que ultrapassaram a macroeconomia entre os maiores riscos percebidos pelas companhias, segundo pesquisa da consultoria Protiviti em parceria com a NC State (Universidade Estadual da Carolina do Norte).
O movimento acontece com o boom da inteligência artificial, que, apesar de facilitar determinados processos dentro das companhias, também é um ponto de atenção. O avanço da tecnologia, somado à ausência de normas reguladoras consolidadas, dificulta a identificação, monitoramento e redução de riscos, elevando a possibilidade de vazamento de dados.
Segundo a pesquisa, 36% dos executivos brasileiros citaram a dificuldade em adotar a IA em ritmo competitivo, enquanto outros 36% relataram a falta de capacitação da força de trabalho para as novas tecnologias. Outros 28% reclamaram dos desafios de integração da IA com sistemas e processos existentes.
Apesar de os crimes virtuais serem a maior preocupação, o estudo sinaliza que o empresariado brasileiro está mais focado no potencial de valor das novas tecnologias do que em uma preparação que mitigue os riscos associados a ela.
“As organizações que conseguirem equilibrar gestão de riscos com decisões estratégicas de investimento e crescimento estarão mais bem preparadas para competir e gerar valor em um ambiente de transformação constante”, diz Heloisa Macari, diretora-geral da Protiviti Brasil.
Outras preocupações
A pesquisa mostra que o empresariado brasileiro continua preocupado com os impactos da manutenção da taxa Selic em um patamar elevado —hoje em 15% ao ano.
O aumento do custo da mão de obra também figura entre os temores dos empresários. Com o mercado de trabalho aquecido, aumenta a competitividade dos salários e benefícios.
Uma novidade da pesquisa é a apreensão com o aumento de custos caso avancem as discussões políticas sobre o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil.
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noticia por : UOL




