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Cuiaba - MT / 7 de março de 2026 - 15:01

Ex-primeiro-ministro da Coreia do Sul é condenado a 23 anos de prisão por papel na lei marcial

Um tribunal da Coreia do Sul condenou o ex-primeiro-ministro Han Duck-soo a 23 anos de prisão na quarta-feira (21) por auxiliar e apoiar uma declaração de lei marcial que suspendeu brevemente o governo civil do país em dezembro de 2024.

Em sua decisão, o juiz Lee Jin-gwan, do Tribunal Distrital Central de Seul, afirmou que o político de 76 anos “desconsiderou seu dever e responsabilidade como primeiro-ministro até o fim”. A sentença é oito anos mais longa do que o pedido dos promotores.

Ele foi ordenado a se apresentar à prisão imediatamente após a decisão.

O juiz disse que o decreto de lei marcial tinha como “objetivo subverter a ordem constitucional” e equivalia a insurreição. A medida excepcional, que restringe atividades políticas e liberdades civis, foi instaurada pelo então presidente Yoon Suk Yeo.

A decisão levou o Exército às ruas e incitou protestos contrários à medida. Na sequência, Yoon sofreu impeachmen. Ele foi condenado na semana passada a cinco anos de prisão por obstrução da justiça e outros crimes relacionados a esse movimento golpista. Ele enfrentará mais sete julgamentos —um deles, por insurreição, pode resultar em pena de morte.

Han é um dos muitos ex-membros do governo que foram a julgamento por seus papéis na tentativa de lei marcial. A sentença do juiz afirma que ele teve um “um papel significativo nos atos insurrecionais de Yoon e outros ao garantir, pelo menos formalmente, o cumprimento do requisito processual [da lei marcial]”.

O magistrado destacou que, embora Han “tenha expressado preocupações a Yoon” sobre a medida, ele não conseguiu “se opor explicitamente” ou instar outros membros do gabinete a dissuadir Yoon disso.

Durante o curso do julgamento, Han negou as acusações, afirmando que nunca apoiou ou ajudou na declaração da lei marcial.

Depois que Yoon foi removido do cargo em abril do ano passado, Han assumiu o posto de presidente interino e chegou a ser visto como um forte candidato conservador na eleição antecipada.

Ele renunciou ao cargo em maio para concorrer à Presidência, candidatura que fracassou quando o partido de Yoon se recusou a nomeá-lo como seu representante oficial.

noticia por : UOL

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Cuiaba - MT / 7 de março de 2026 - 15:01

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