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O grupo foi alvo da Operação Datar, deflagrada em agosto deste ano pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc)
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O grupo foi alvo da Operação Datar, deflagrada em agosto deste ano pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc)
THIAGO NOVAES
DO REPÓRTER MT
O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, recebeu a denúncia do Ministério Público e tornou réus dezoito pessoas acusadas de integrar um esquema milionário de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. A decisão foi proferida nessa quinta-feira (09).
O grupo foi alvo da Operação Datar, deflagrada em agosto deste ano pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). A denúncia foi oferecida pela 18ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá.
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Entre os denunciados estão os servidores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Vinicius Curvo Nunes e Thiago Inoue, os DJ’s Diego de Lima Datto e Patrike Noro de Castro, o corretor de imóveis Lucas Goudinho e Gonçalves, além de Rafael Geon de Sousa, conhecido por integrar a “gangue do chicote”.
A lista inclui ainda Jackson Luiz Caye, Marco Antonio Santana, Clovis Leite Junior, Vânia Marilda de Lima Datto, Thiago Massashi Sawamura, José Guilherme Datto, Robson Luiz de Siqueira Couto, Celso Dourado de Fran, Enzo Gonçalves Bonfim da Costa, Mirelle Havana Zago, Mauro José Zago Junior e Elizabete Maria Noro.
Segundo o MP, os réus se associaram de forma estável e permanente para praticar reiteradamente o crime de lavagem de capitais, ocultando e dissimulando valores de origem ilícita de valores provenientes de tráfico de drogas. As operações eram estruturadas, fracionadas e sem justificativa econômica, usando familiares, empresas de fachada e “laranjas” para dar aparência de legalidade aos recursos.
Entre 2015 e 2023, quatro dos denunciados e uma empresa movimentaram mais de R$ 185 milhões em transações bancárias consideradas atípicas e incompatíveis com os rendimentos declarados. Parte dos réus já tem condenações por tráfico de drogas, associação para o tráfico, contrabando e moeda falsa.
Conforme o MPMT o grupo era dividido em dois núcleos interligados, sendo um central, responsável pela execução das operações de lavagem, e outro colaborador, formado por familiares e pessoas próximas que emprestavam seus nomes e contas bancárias para ocultar a origem dos recursos.
Além da condenação dos envolvidos, o MP também pediu o perdimento dos bens obtidos com os crimes, incluindo dinheiro bloqueado em contas, investimentos, espécie, veículos e imóveis. O patrimônio apreendido ou sequestrado já soma R$ 32.218.077,63, valor atualizado com juros e correção.
A operação.
A Operação Datar foi deflagrada em agosto pela Denarc com o objetivo de desarticular o esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico. A ação foi resultado de uma investigação que identificou movimentações financeiras milionárias realizadas por investigados, incluindo alvos de outros estados. Entre os envolvidos estão pessoas residentes em Cuiabá e Primavera do Leste, além de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
FONTE : ReporterMT







