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Cuiaba - MT / 7 de março de 2026 - 6:27

Nobel de Química 2025 premia criação de estruturas metalorgânicas

O prêmio Nobel de Química de 2025 ficou com os cientistas Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi, pelo desenvolvimento de estruturas metalorgânicas.

A láurea foi anunciada, pela Academia Real Sueca de Ciências, em Estocolmo, na Suécia, na manhã desta quarta-feira (8).

Cada um dos ganhadores receberá um diploma, uma medalha de ouro e uma fatia do valor de 11 milhões de coroas suecas, montante equivalente a R$ 6,3 milhões na cotação atual.

A química, por sinal, era a área de conhecimento mais importante para o trabalho de Alfred Nobel (1833-1896), criador do prêmio, e é o segundo prêmio mencionado por ele em seu testamento. O sueco é conhecido por ter sido o inventor da dinamite.

No ano passado, a láurea de Química foi dividida entre David Baker, Demis Hassabis e John Jumper. A premiação foi pelo uso de técnicas computacionais para projetar ou inferir a estrutura tridimensional das proteínas, que estão entre as moléculas mais importantes do organismo dos seres vivos.

Desde 1901, o prêmio de Química foi entregue 117 vezes. Isso não aconteceu somente em oito ocasiões, em 1916, 1917, 1919, 1924, 1933 e de 1940 a 1942.

Ao todo, 195 pessoas já ganharam a láurea, sendo que duas delas a receberam duas vezes. São elas o britânico Frederick Sanger (1918-2013), agraciado em 1958 e 1980, e o americano K. Barry Sharpless, 84, em 2001 e 2022.

Marie Curie (1867-1934) também foi premiada duas vezes, porém em categorias diferentes: primeiro em Física em 1903 e depois em Química em 1911. O mesmo se aplica ao americano Linus Carl Pauling (1901-1994), que ganhou o de Química em 1954 e o da Paz em 1962.

A filha mais velha de Marie e de Pierre Curie (1859-1906), detentor do Nobel de Física em 1903, repetiu o feito dos pais. Irène Joliot-Curie (1897-1956) foi agraciada com um Nobel, no caso dela na categoria de Química, em 1935.

Irène compartilhou a láurea com o seu marido, Frédéric Joliot (1900-1958), que, por sua vez, é o mais jovem a receber um Nobel de Química. Ele tinha 35 anos quando foi premiado. Já o mais velho é o alemão John B. Goodenough (1922-2023), aos 97 anos em 2019.

Marie e Irène estão entre as pouquíssimas mulheres a serem agraciadas com um Nobel de Química, a exemplo do que é visto nas demais categorias científicas da premiação, de Física e Fisiologia ou Medicina. Houve somente oito nessa categoria.

Além de Curie, apenas a egípcia Dorothy Crowfoot Hodgkin (1910-1994) se tornou uma representante feminina a ganhar a láurea de Química sozinha. Isso foi em 1964.

Em 2020, o Nobel de Química voltou a ser 100% feminino, com a francesa Emmanuelle Charpentier, 56, e a americana Jennifer Doudna, 61. Suas pesquisas foram importantes para abrir a porta para a possibilidade de reescrever o código da vida com edição genética. Você já deve ter ouvido da técnica usada para isso: Crispr-Cas9.

noticia por : UOL

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