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Cuiaba - MT / 7 de março de 2026 - 4:21

Militares sequestrados em região amazônica da Colômbia são libertados

Um grupo de 33 soldados que estavam retidos há três dias em uma comunidade amazônica da Colômbia, repleta de cultivo de plantas usadas para produção de drogas e onde opera a maior dissidência da extinta guerrilha das Farc, foram libertados nesta quinta-feira (28), anunciou a Defensoria do Povo.

Após fortes combates com os rebeldes, na segunda-feira (25) cerca de 600 moradores impediram a saída das tropas dessa zona no departamento de Guaviare (sudeste) em uma ação que o governo de Gustavo Petro classificou como um sequestro.

“Neste momento os soldados se retiram da localidade de Nueva York do município de El Retorno, em Guaviare. Pedimos para não estigmatizar a comunidade”, disse na rede X a defensora Iris Marín.

Delegações do governo, da Defensoria do Povo e da ONU mediaram a libertação dos soldados.

As retenções de militares e policiais são frequentes na Colômbia e costumam ser realizadas por camponeses que, de acordo com o governo, são obrigados ou manipulados pelos grupos armados em zonas com pouca presença do Estado.

Desde domingo (24), confrontos na região com a guerrilha Estado-Maior Central (EMC), comandada por Iván Mordisco, deixaram 10 mortos e 2 capturados. Inicialmente, as autoridades haviam informado que 34 soldados estavam sequestrados, mas depois corrigiram o número para 33.

Mordisco é atualmente o homem mais procurado da Colômbia.

O Ministério da Defesa anunciou na rede social X que apresentou ao Ministério Público uma denúncia por sequestro.

O Exército reforçou “a segurança com mais tropas para evitar qualquer ataque nesse ambiente hostil” no qual a população local “está instrumentalizada” pelos rebeldes, segundo uma declaração do almirante Francisco Cubides, comandante das Forças Armadas.

Estes fatos “vulneram gravemente os direitos humanos dos nossos militares ao impedi-los de se movimentar e negar-lhes o acesso à água e alimentos, que já começam a escassear”, acrescentou ele.

Na semana passada, outro grupo comandado por Mordisco explodiu um caminhão-bomba que matou 6 pessoas e deixou mais de 60 feridos em Cali.

O EMC é o principal bloco de frentes que se recusaram a assinar o acordo de paz de 2016 com o qual se desmobilizou a maior parte das Farc.

O desarmamento da guerrilha deixou um vácuo de poder nos territórios que foi aproveitado por grupos rebeldes dissidentes, paramilitares e cartéis. As organizações se fortaleceram com as rendas do narcotráfico, da extorsão e da mineração ilegal, segundo especialistas.

Mordisco manteve negociações de paz com o governo Petro durante um ano, mas abandonou as conversas em 2024 e aumentou sua pressão violenta contra o Estado.

noticia por : UOL

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